Cemitérios de estádios olímpicos, o abandono depois da festança

De 5 a 21 de Agosto decorrem os Jogos Olímpicos Rio 2016, o evento mais aguardado do ano  para milhares de atletas e fãs de diversas modalidades desportivas.

Este evento em particular esteve envolvido em polémicas desde o início. A escolha do Rio de Janeiro para ser a cidade sede das Olimpíadas aconteceu numa altura de graças do governo Lula, em 2009, mas em 2016 o cenário mudou abruptamente e o Brasil enfrenta agora uma grave crise política e económica.

As instalações do evento estão divididas em quatro regiões (Barra, Deodoro, Maracanã e Copacabana), num total de 33 espaços desportivos, num orçamento previsto de 8,42 milhões de USD (7,68 milhões de euros) e que na realidade custou 42 milhões de USD (39 mil milhões de euros).

As polémicas têm amaldiçoado estes Jogos, desde os atrasos de pagamentos de salários, dos despejos anárquicos da população, os dinheiros desviados, falta de condições de trabalho dos operários, falta de condições dos alojamentos dos atletas no início da competição, entre outros. Mas para já e até dia 21, essas polémicas são apenas fantasmas. Mas e depois da festa? O que acontece às instalações olímpicas? Será que permanece o glamour dos dias de competição do evento? Na maioria dos casos, não. Vê a galeria de fotos de alguns dos espaços construídos para acolher vários jogos das Olimpíadas.

Equipa BANTUMEN
Equipa BANTUMEN
A BANTUMEN é um magazine eletrónico em português, com conteúdos próprios, que procura refletir a atualidade da cultura urbana da Lusofonia, com enfoque nos PALOP e na sua diáspora.

Deixa-nos a tua opinião

Artigos Relacionados
A escritora e primeira romancista moçambicana Paulina Chiziane sagrou-se vencedora da 33ª edição do maior prémio da literatura portuguesa, designada "Camões". Oito anos depois, o prémio, avaliado em 100 mil euros, volta a Moçambique.
Este ano, o evento corporizou uma forma de disseminar oportunidades junto de jovens negros e introduziu, assim, uma verdadeira mudança de paradigma no setor têxtil português. Foram vários os talentos africanos que pisaram a passerele. A locomotiva que deu origem a este acontecimento foi a parceria realizada entre o Lulubell Group, a African Export-Import Bank e a ANJE (National Association of Young Entrepreneurs).
Foi há mais de um ano que a longa-metragem sobre o assassinato de Alcindo Monteiro, ocorrido há 26 anos, começou a ser rodada. A película estreia-se finalmente no próximo domingo, 24, às 19h, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge. O filme faz parte da programação do DocLisboa.