2017, o ano de Relações Publicas em África

O ano de 2017 dá-nos uma perspectiva de futuro bastante positiva, no que concerne o mundo do business africano. De acordo com um relatório de 2016 do Banco Mundial, “o crescimento económico está a mostrar sinais de resiliência. Para continuar a progredir em seus objectivos de desenvolvimento e alcançar uma transformação estrutural, África deve capitalizar as significativas oportunidades de crescimento.”

Os investidores perspicazes e as empresas que já estão bem estabelecidas na região devem fazer somente isso – capitalizar. E as empresas de Relações Públicas desempenham um papel fundamental nesse plano, em termos de promoção da diversificação e crescimento económico e criação de emprego.

Joanesburgo

As nações da região da África Subsahariana avançam com reformas e iniciativas que apoiam o argumento a favor do investimento e da expansão dos negócios. Estas reformas incluem regulamentos anti-branqueamento de capitais, regimes fiscais simplificados e investimento directo em empresas em fase de arranque e em inovadores. Os países que têm necessidades de desenvolvimento priorizam projectos de infraestrutura, que correspondem a indústrias de rápido crescimento.

Mitchell Prather, MD, Djembe Communication

Mitchell Prather, Managing Director, da Djembe Communications, uma empresa de RP, com escritórios em Nova Iorque, Luanda, Dubai, Zurique, Maputo, Washington, entre outras cidades, acredita que este tipo de empresas tem “um papel relevante a desempenhar no apoio a estas prioridades”. A gestão de reputação será uma das áreas mais procuradas logo a seguir aos Serviços – devido ao facto de, em África, os investidores tenderem a ser mais cautelosos. Os investidores procuram assegurar que questões como a corrupção, instabilidade política e mercados de capitais frágeis sejam bem abordadas. Logo, as empresas do sector de comunicação irão oferecer cada vez mais serviços de gestão de reputação como uma competência líder em 2017.

Dominar os mercados locais é sem dúvida o bem mais importante e valioso para uma empresa de comunicação. Na África subsaariana, isto é essencial por se tratar de uma região com grande diversidade étnico-cultural, com centenas de idiomas e culturas diferentes. Adicionalmente, reforçar com a importância do conhecimento local, desenvolvido por nacionais que dominam a língua materna e instintivamente sabem como navegar em suas próprias culturas. É a necessidade de fornecimento de habilidades de comunicação de classe mundial.

As redes sociais e a responsabilidade social

Temos acompanhado grandes sucessos no uso da media social e digital em todo o continente. Muitos países têm um nível bem elevado de penetração da Internet, especialmente através dos telemóveis. Além de que tal uso é feito, maioritariamente, por uma população mais jovem que não tem medo das novas tecnologias. Estudos, Relatórios e pesquisas podem atingir milhões através do uso de plataformas como o Twitter, Instagram e outros. Enquanto a media imprensa continua a atingir os homens de negócio, é a media social que tem a capacidade de atingir milhões – razão pela qual as campanhas de comunicação em 2017 tendem a responder a uma maior procura por entendimento da media social por parte dos clientes.

Finalmente, a responsabilidade social ganhou força de forma significativa ao longo do ano passado. Os governos, em particular, estão extremamente interessados em lidar proactivamente com questões sociais – como o acesso a serviços básicos ou a criação de emprego. As empresas estrangeiras também sabem que precisam deixar um legado duradouro.

Equipa BANTUMEN
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A BANTUMEN é um magazine eletrónico em português, com conteúdos próprios, que procura refletir a atualidade da cultura urbana da Lusofonia, com enfoque nos PALOP e na sua diáspora.

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