Mono Stereo

O undergroud continua vivo com Mono Stereo

Vamos falar de Mono Stereo, rapper angolano do undeground e dono da label Estilo Classiko, que tem despertado algum interesse.

Em conversa com a BANTUMEN, Mono explicou que começou o seu percurso musical no final da década de 1990 e início do ano 2000, no município da Maianga, propriamente no bairro Rocha Pinto.

Quando se mudou para o Morro Bento, em 2002, Mono sentiu-se influenciado pelo rapper Neidy dos Pregadores, que acabou por se tornar num mentor. Foi debaixo da sua alçada que começou a compor as primeiras músicas. Isto, numa altura em que o futebol ainda fazia parte da vida de Mono.

O primeiro maxi single, “Inquietação Mental”, saiu dos estúdios da X-10, com o produtor DH.

Ainda em 2019, Mono Stereo marcou presença no Luanda HipHop Fest e, surpreendentemente, foi um dos poucos rappers underground que fizeram a multidão vibrar.

Sobre como vê o estado do movimento, o artista acredita que as coisas estão a mudar positivamente. É prova disso o evento Luanda HipHop Fest, que deu alguma abertura aos seus companheiros de batalha, ou seja, os rappers underground.

Para 2020, Mono Stereo lamenta que o “constrangimento financeiro” dentro da vertente underground continue a influenciar diretamente a produção de música e a falta de artistas no estúdio. E por isso mesmo lançou o álbum Underground Vive.

Este último trabalho do artista foi lançado dia 27 de outubro, no Elinga Teatro, em Luanda, e conta com a participação de Khris MC, Valércya, Mad Superstar, Nzolani, Sun Wen, Hostil e Organoyd SS.

Mono Stereo segue a sua carreira visando o ascensão e o rapper acredita que atualmente há uma maior ligação entre os seus pares, o que acaba por ser um motor para o estilo. “Antes havia mais fricção porque nós tínhamos uma consciência diferente” e com o passar do tempo, os próprios artistas foram tornando-se mais receptivos ao conteúdo de outros artistas.

Bruno Dinis
Bruno Dinis
Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.

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