Prodígio
Fotografia: Bruno Miguel

“Esperança” é o álbum que junta Prodígio e o seu herói, Paulo Flores

O respeito entre Paulo Flores e a Força Suprema sempre foi mútuo e visível. Recentemente, o poeta do semba e o rapper mais novo do grupo, Prodígio, uniram uma vez mais as suas vozes para dar vida a “Esperança”, um álbum colaborativo.

Dizem que quando duas almas são compatíveis, a interação torna-se num processo simbiótico. Foi o que aconteceu com os dois artistas.

Há uns tempos, Prodígio decidiu partilhar um vídeo com o público, onde explica a sua trajectória no hip hop, que é bem conhecida pelos seus fãs, e o que Paulo Flores representava e representa para a sua família e, consequentemente, para si.

Embora sejam artistas de estilos e gerações completamente diferentes, as suas almas artísticas uniram-se “de forma bué orgânica” e resultou na obra que está com previsão de lançamento antes do verão.

Para o rapper, “era impensável” um dia fazer um projeto com Paulo Flores e isso só aconteceu porque sempre se manteve “original” e nunca se deixou “levar pelas fases ou pelo que estava bater”.

O álbum foi “gravado em três sessões e, conta com a participação de Goglis. Nos instrumentais temos Manecas Costa, Mayo Bass e Kiari Flores, este último que herdou a veia artística do seu pai.

Gravado em Luanda, no Silva Studios, o álbum levará o carimbo da Sony Music Portugal, que também foi responsável pela distribuição do primeiro single, “Nzambi”.

Prodígio confirmou ainda que, até à data de lançamento do álbum, outros singles vão ser disponibilizados.

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Bruno Dinis
Bruno Dinis
Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.

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