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Loiro, mais um filho da Linha de Sintra a dar cartas no rap

André Martins aka Loiro é um lisboeta de 20 anos, que segue o mundo da arte desde 2018 como rapper.

Loiro diz que é um “verdadeiro filho da Linha de Sintra”, tendo crescido na Amadora, onde começou a sentir a necessidade de se agarrar a algo que lhe pudesse servir de escapatória ao meio onde estava inserido. Começou assim a criar a sua arte.

O seu gosto musical tem como núcleo o rap, com as influências de 50 Cent, Jay-Z e Ja Rule, uma herança do seu pai.

Dentro do movimento em Portugal, a Força Suprema foi e continua a ser onde vai beber experiência, pela “mensagem, pelo tipo de música, pela extrema influência que têm na Linha de Sintra. O que cantavam parecia que era diretamente para mim”, disse-nos.

Loiro não começou sua caminhada sozinho. No início, o artista pertencia a um grupo em que era o único que cantava. Os outros três membros deram “muita força no início de tudo e tínhamos a ideia de criar uma label”. Contudo, passado algum tempo, P-Jay e Diogo decidiram seguir um trajeto diferente e Kenny continua no struggle da música até hoje.  

Com sua musicalidade, Loiro pretende “inspirar e espalhar uma mensagem de motivação para aqueles que sentem que precisam” de uma ajuda, declarando que vê a “música como um legado”.

Atualmente, faz parte da editora Lisbon, que é dirigida por Don P, que tem um vasta experiência já tento trabalho com Plutonio e a Força Suprema.

Loiro precisava de alguém que o ajudasse a gerir a sua carreira, Don P curtiu das obras e começou a planear o projeto.

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Tendo lançado há algum tempo os singles “Se Tu Quiseres” e “I Got You”, o rapper apresenta agora a mais nova obra intitulada “I.I.W.I.I – It Is What It Is”, que foi criada a partir de uma “química com Tayob J”, que para Loiro é “um mago na produção”.

Para este ano, Loiro está a preparar o seu primeiro EP, a ser lançado no final de 2020.

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Bruno Dinis
Bruno Dinis
Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.

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