Estevão-Chissano | ©FUNC2203

Estêvão Chissano no Programa Jovens Compositores

A edição deste ano do programa Jovens Compositores, orientada pelo compositor Luís Tinoco, inicia-se no próximo dia 11, com três criadores, entre os quais o moçambicano Estêvão Chissano, anunciou o Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC).

O projeto “tem por objetivo potenciar o espírito colaborativo de três jovens compositores, no processo de criação musical, proporcionando-lhes experiências de trabalho em contexto profissional, que cruzam a criação musical com outras expressões artísticas”, adianta o comunicado do TNSC.

Este ano, entre os três compositores está, pela primeira vez, um não português, o moçambicano Estêvão Chissano, do Projeto Xiquitsi, que se junta a Inês Madeira Lopes, da Escola Superior de Música de Lisboa, e a Carlos Lopes, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), do Porto.

A participação de Estêvão Chissano “está integrada na estratégia dos Estúdios Victor Cordon e resulta de uma parceria com o Instituto Camões-Centro Cultural Português de Maputo”, segundo o TNSC.

“O trabalho desenvolvido pelos compositores ao longo de três semanas”, nos meses de janeiro, março e maio, nos Estúdios Victor Cordon, em Lisboa, “com diferentes enfoques e cruzamentos artísticos, resultará num espetáculo no São Luiz Teatro Municipal”, nos dias 10 e 11 de julho. 

A apresentação ao público é mais uma componente do programa, ao adicionar o processo criativo à experimentação em palco.

Estevão Chissano nasceu em 1994, na província de Gaza, no sul de Moçambique, indica a biografia divulgada pelo TNSC. 

É estudante de Geologia na Universidade Eduardo Mondlane e de Música, no Xiquitsi, um projeto sem fins lucrativos de inserção social, através do ensino coletivo de música, fundado pela oboísta moçambicana Eldevina Materula, atual ministra da Cultura e Turismo de Moçambique, que fez parte da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

Chissano estudou composição no mesmo projeto, entre 2015 e 2018, sob orientação dos portugueses Daniel Moreira e Filipe Fernandes.

No início da ano passado foi contemplado com uma Bolsa do Programa ProCultura, para participar numa Residência Artística na Escola Superior de Música de Lisboa, onde foi aluno de Carlos Marecos, Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, Carlos Caires, Jaime Reis e Roberto Pérez. 

As suas obras, tanto originais assim como arranjos, têm feito parte do programa da Temporada de Música Clássica em Maputo e já foram tocadas no Japão, Reino Unido e Brasil.

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BANTUMEN com agências
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