Don Jaga

Don Jaga fala sobre “Exclusiva”, o legado da música angolana no UK

Don Jaga continua no Reino Unido e a fazer música em português e cada vez mais confiante e focado na sua carreira artística. Falámos com o artista depois de ter lançado o single “Exclusiva”, com a participação de Lawilca e produção de Xixi Beats, um dos nomes mais bem falados da nova vaga de produtores em Angola.

O single está nas plataformas digitais desde fevereiro deste ano e tem o selo da Qu4tro Ent, uma produtora inglesa liderada pelo angolano Hélder Luís, que já trabalhou com Boss Alírio, Poetik e Prodígio, quando este ainda vivia em Londres.

Don Jaga explicou à BANTUMEN, em entrevista vídeo disponível no canal de YouTube e no IGTV da revista, que estudou com o primo de Hélder Luís e que sempre ouviu falar da Qu4tro Ent. Sempre existiu a intenção de trabalharem juntos mas só agora conseguiram realmente fechar um projeto.

“Exclusiva” é também o single que juntou Don Jaga ao cantor angolano Lawilca, reforçando o discurso do rapper que o principal objetivo é fazer música em portugês e para o mercado Angolano e PALOP, apesar de cantar também em Inglês e espanhol.

Desde 2018 que Don Jaga tem estado mais ativo na música, depois de um recesso de alguns anos, retornando com o EP homónimo. O trabalho é uma junção de vários sons e géneros que refletem a sua personalidade, junto com as suas heranças africanas e latinas.

Para quem passa ao lado do nome, Don Jaga cria música há 12 anos. Saiu da margem sul do rio Tejo (Portugal), com 11 anos, para ir viver no Reino Unido com a família. 

Em 2009, teve a oportunidade de participar no programa Lusavox, da RTP, que pretendia dar a conhecer os talentos existentes nas comunidades portuguesas na área da música e reforçar os elos identitários portugueses na diáspora. “Fiz um som chamado ‘Fé e Esperança’. O Pedro Abrunhosa foi juiz e ganhei graças a ele. Ele sentiu o meu som. Era um rap num boom bap e estava a cantar o refrão como fazem agora, com autotune, e naquele tempo os puristas não aceitavam. E tive ‘um respeito’ do Makas, dos Black Company, que me deu um holla nesse dia. Nunca hei-de esquecer esse dia”, explicou-nos Jaga em entrevista feita em março de 2020.

Vê a entrevista abaixo e aproveita subscrever o canal da BANTUMEN no YouTube e ativar as notificações.

Relembramos-te que a BANTUMEN disponibiliza todo o tipo de conteúdos multimédia, através de várias plataformas online. Podes ouvir os nossos podcasts através do Soundcloud, Itunes ou Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis através do nosso canal de YouTube.

Podes sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN através do email redacao@bantumen.com

Equipa BANTUMEN
Equipa BANTUMEN
A BANTUMEN é um magazine eletrónico em português, com conteúdos próprios, que procura refletir a atualidade da cultura urbana da Lusofonia, com enfoque nos PALOP e na sua diáspora.

Deixa-nos a tua opinião

Artigos Relacionados
Com sete anos de carreira, Boy Lundy carrega consigo o sonho de influenciar novas vozes, trabalhar na música de forma profissional, mostrado que é possível criar sustento e viver da arte e enriquecer a arte moçambicana, assim como o movimento hip-hop.
Da Soul acabou de levar o seu último álbum, Liberdade de Expressão, à loja FNAC de Almada, com uma apresentação ao vivo e sessão de venda e autógrafos. O projeto foi lançado em agosto, estando disponível em lojas físicas FNAC e através das plataformas de streaming de áudio.
Já está a acontecer a Feira Internacional de Negócios da Moda, no Palácio de Ferro, na baixa de Luanda. A cerimónia de abertura começou com uma mesa redonda, com a participação de nomes já bem conhecidos da indústria fashion angolana, como Rose Palhares e a escritora e consultora de imagem Marleyh Selo. A moderação foi feita pela apresentadora Dinamene Cruz.