Estas são cinco invenções de mulheres que usamos até hoje

Estamos no mês dedicado à luta feminina pela igualdade e equidade. Nessa senda, decidimos falar sobre algumas invenções que conquistaram o mundo, tornando-se parte do nosso quotidiano até aos dias de hoje. Estas são cinco engenhocas desenvolvidas por cinco mulheres negras, cujos feitos são desconhecidos pela grande maioria, bem como muitas vezes “descartados” dos livros e da história.

GPS – Gladys West

O GPS ou Sistema de Posicionamento Global é conhecido como o sistema de navegação por satélite que fornece aos nossos smartphones a localização e posição atual sobre qualquer condição em que estejamos. O que certamente poucos sabem é que a pessoa que esteve por detrás desta invenção é Gladys West. Trata-se de uma programadora norte-americana nascida em 1930, no seio de uma família de agricultores.

West era conhecida como uma aluna de se “tirar o chapéu”, e graças ao seu excelente desempenho na escola que frequentava, conseguiu uma bolsa de estudos para a Universidade de Virginia, onde formou-se em matemática.

Gladys foi a segunda mulher negra a trabalhar na base naval de Dahlegren, onde acabou por ficar 42 anos com a localização espacial de satélites. Gladys foi nomeada diretora do projeto do primeiro satélite a fazer mapeamentos dos oceanos via radar, tendo recebido distinções e vários prémios.

Filmes 3D – Valerie Thomas

Na década de ’80, Valerie Thomas, cientista e inventora afro-americana recebeu a patente da sua invenção que recebe o nome de transmissor de ilusão, um dispositivo que simula a aparência tridimensional de um objeto. A invenção foi bem recebida e acabou por ser usada pela NASA, onde Valerie trabalhou como analista de dados e gerente de projetos durante quase três décadas (1964 e 1995).

Absorventes – Mary Beatrice

Mary Beatrice Davidson Kenner é a inventora do penso absorvente menstrual. Vinda de uma família de inventores, Kenner patenteou a sua invenção no início da década de 50 mas nunca chegou a ser recompensada pela sua brilhante criação, já que a patente expirou e tornou-se domínio público do seu país.

Por outro lado, Mary além de inventar os absorventes menstruais, também criou o suporte de rolo de papel higiénico, criado originalmente com o objetivo de facilitar o uso por parte das pessoas com deficiência visual ou artrite.

Identificador de Chamada e Chamadas em Espera – Shirley Ann Jackson

Foi graças às pesquisas da física Shirley Ann Jackson, que, atualmente, podemos identificar quem nos telefona ou colocar chamadas em espera. Os dois recursos foram desenvolvidos ao longos dos seus estudos sobre telecomunicações, na antiga empresa AT&T Bell Laboratories.

Shirley Ann Jackson é a primeira afro-americana a concluir um doutorado em física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Voz sobre IP (VoIP)

O que seria do mundo se, nesta altura de pandemia, não existisse a possibilidade de fazermos ligações de voz via Internet? Voz sobre IP é a base para a transmissão de áudios num serviço de Internet, o que permite a todos que estão ligados à rede fazer chamadas via aplicativos como o Whatsapp, por exemplo.

O Voice IP foi inventado por Marian Croak de 55 anos, doutorada em psicologia e análise quantitativa pela Universidade do Sul da Califórnia. A inventora esteve também envolvida no desenvolvimento da ATT Labs e, hoje, é vice-presidente de engenharia da Google, onde tem trabalhado para ampliar o acesso ao serviço em mercados emergentes no mundo.

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Bruno Dinis
Bruno Dinis
Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.

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