Mulher Fulani, no Mali | ©Maria Saba
Mulher Fulani, no Mali | ©Maria Saba

Coqueluche das influenciadoras, estes são os brincos Fulani, povo da Guiné-Bissau

Ultimamente, há um denominador comum nas fotos de influenciadoras de vários cantos do mundo partilhadas nas redes sociais. Falamos de um modelo de brincos que poucos sabem ser de origem africana. 

Tradicionalmente feitos de ouro maciço e em tamanhos extraordinariamente grandes – podem chegar até aos 13 centímetros de diâmetro -, os brincos fulani, também chamados de kwottone kanye, são usados pelas mulheres Fulani ou fulas, povo presente sobretudo na África Ocidental e Central. 

Os países com maior representação são Guiné-Bissau, Mauritânia, Senegal, Guiné, Gâmbia, Mali, Nigéria, Serra Leoa, Benim, Burquina Fasso, Camarões, Costa do Marfim, Níger, Togo, República Centro-Africana, Gana, Libéria e Sudão.

O seu povo constitui o maior grupo étnico de pastores nómadas do mundo, cerca de sete a oito milhões de pessoas, e que têm nas suas jóias tradicionais um símbolo de riqueza e nobreza.

Os brincos e pulseiras Fulani são uma tradição há séculos e as mulheres da classe real usavam-nos em ouro maciço. Cada uma das jóias tem uma torção única. Na língua Fulani, os brincos que têm uma torção mais larga ganham o nome de bhoylé e moullé para as pulseiras que têm uma torção mais apertada. Quanto mais ouro e jóias uma mulher Fulani tinha, maior seria a sua riqueza”, explica Haby Barry, criadora da marca Fulaba Jewelry nos EUA e descendente do povo Fulani, da Guiné Conakri.

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