Mynda
Foto por João Silva/Globalimagens

Mynda Guevara no MEXE para criar um espaço de escuta

O MEXE – 6.º Encontro Internacional de Arte e Comunidade acontece este ano empurrado pela necessidade de agir num contexto em que “o descrédito na vida política, os extremismos, o poderio reforçado da tecnologia, a desorientação social, o esvaziamento do espaço público e a dificuldade de afirmação das subjetividades disputam os quotidianos dos cidadãos”.

A acontecer de 19 de setembro a 3 de outubro, na cidade do Porto (Portugal), este ano o certamente vai contar com Mynda Guevara, numa iniciativa conjunta entre o projeto azevedo e a manifestação online Máquina de Ruído.

“Com pouco mais de 20 anos, Mynda Guevara é um dos mais interessantes, instigantes e disruptivos nomes do hip hop nacional. Afro-descendente, moradora da Cova da Moura, MC em causa própria, faz da sua música um espaço de emancipação para o seu lugar de mulher e rapper numa sociedade ainda marcada pela estratificação e no seio de um universo musical onde  ainda escasseiam as referências femininas. Mudjer na Rap, EP lançado no final de 2019 e totalmente cantado em crioulo, é a mais recente prova da garra com que Guevara se atira à revolução”, podemos ler no comunicado enviado à redação.

Máquina de Ruído é uma instalação digital que incorpora vídeos e imagens construídos a partir de modelagem 3D, sons de manifestações e um bot que publica frases de militância resultante da participação de públicos. Da autoria de Bruno Kowalski, o projeto é feito exclusivamente para apresentação virtual e estará em exibição permanente no site do MEXE. Ao longo de toda a duração do festival, qualquer pessoa através de redes sociais ou que visite o site poderá participar com palavras de ordem, sons e contribuições para esta grande manifestação virtual. Cada contributo novo será incorporado e passará a integrar a instalação artístico-política que se estreia no MEXE, permitindo construir um arquivo das urgências dos cidad@s em setembro de 2021.

azevedo é um projeto de criação artística regenerativa que propõe, a partir do território de Azevedo (Campanhã, Porto), um questionamento sobre padrões alternativos de ser, fazer e viver em vizinhança. No âmbito do MEXE, o projeto desenvolverá uma intervenção para espaço público que explore a convergência entre ação política e o solo, e o seu potencial de fazer emergir discussões que convoquem as múltiplas comunidades (humanas e mais-que-humanas) existentes, gerando outras centralidades e representações do mundo.

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Equipa BANTUMEN
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