Naomi Osaka | ©Martin Bureau, AFP
Naomi Osaka | ©Martin Bureau, AFP

O que aconteceu com Naomi Osaka?

Naomi Osaka, atualmente número 2 do mundo do ténis, quis evitar as conferências de imprensa do Roland Garros, devido aos elevados níveis de stress que as mesmas lhe causam, sobretudo por ser uma pessoa introvertida e para poder preservar a sua sanidade mental e… ficou montado o circo. De forma instantânea, levantou-se uma polémica de persona non grata numa acirrada guerra com a organização do torneio francês, que se sentiu profundamente ofendida com a atitude de Osaka.

A jogadora decidiu retirar-se da competição e, num post nas redes sociais, explicou que a sua única intenção foi evitar deteriorar a sua saúde mental – desde o US Open que a jogadora revelou sofrer de vários episódios depressivos – e não tornar-se numa distração da competição.

O novo presidente da Federação Francesa de Ténis Gilles Moretton, que primeiro falou de um “erro fenomenal” – em relação à retirada da jogadora -, excluindo a hipótese de aplicar uma multa de 12 mil euros e uma possível exclusão a curto prazo -, e acabou por se desculpar, desejando as melhoras e uma rápida recuperação. Entretanto, Moretton nunca respondeu a qualquer questão colocada pela imprensa sobre o caso.

Se, numa fase inicial, Naomi tornou-se na má da fita, agora, têm desfilado nas redes sociais posts de apoio de figuras públicas de todos os quadrantes sociais.

No Redit, a Mari Osaka explicou porque a irmã decidiu não falar à imprensa depois dos jogos. Tudo começou com um comentário inocente de um parente. “Naomi disse-se antes de Roland Garros que alguém próximo comentou que ela não jogava bem em terra batida. Em todas as conferências de imprensa, é-lhe dito que ela não ganha em terra batida. A sua confiança desapareceu e todas aquelas opiniões subiram-lhe à sua cabeça até que ela pensou consigo mesma que ela não poderia jogar bem nesse terreno.” Foi isso que trouxe à tona a “fobia social” da campeã, além da depressão que a “paralisou” por muito tempo depois da sua vitória no Open dos Estados Unidos de 2018.

A polémica acabou por trazer para cima da mesa o debate sobre a preparação mental necessária para enfrentar a etiqueta de “atleta à dimensão planetária”. Ganhar um Grand Slam, chegar a ser o número 1 do mundo e ser colocado num pedestal, nem todos conseguem vivê-lo de forma equilibrada, muito menos um jovem adulto.

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