Molly Black fala sobre trajeto musical e EP “Atentado”

Molly Black é o nome de um artista da nova escola do rap crioulo que, a partir de Portugal, está a traçar o seu caminho no mercado lusófono. Recentemente, o rapper lançou o seu primeiro EP, intitulado Atentado, que já está disponível nas plataformas de streaming.

Nascido e crescido em Cabo Verde, Molly sempre lidou com músicos, o que, naturalmente, influenciou o seu gosto e entrada nesse mundo. Foi através do seus cotas que teve o primeiro contato e daí a querer entrar num aquário sozinho foi um passo.

Quando saiu de Cabo Verde rumo a Portugal, aos 17 anos, o rapper lançou o seu primeiro som, que não caiu nas graças do público. Entretanto, lançou “Ski” e “Dinamite” que acabaram por torná-lo popular.

Em terras lusitanas, Molly garante ser bem recebido e que o facto de ser uma pessoa “aberta e humilde” tem-no ajudado a criar boas ligações com rappers locais.

“Eu troco ideia com bué de pessoas. Sou do Barreiro mas lido com pessoas de Sacre, Raboleiras, e de qualquer outra zona”, disse Molly.

O rapper contou que escolheu o rap por sentir que consegue exprimir tudo aquilo que lhe vêm à cabeça, sendo que também, o querer transmitir uma mensagem positiva e vivências pessoas também tiveram o seu peso.

Molly Black gosta de instrumentais brutos e com uma vibe sinistra, tal como podemos comprovar no seu primeiro EP, Atentado. É nesse tipo de instrumentais que melhor consegue exprimir-se e revelar o que lhe vai na alma. “[É nos instrumentais sinistros que] vou tirar aquela energia má que tenho dentro de mim para aquele beat“, explicou-nos.

No EP Atentado, o rapper fala sobre as suas próprias experiências de vida, mostrando também as suas habilidades com as suas composições. Atentado é composto por quatro faixas de drill, entre as quais o single promocional “Dinamite”, lançado em 2020.

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Bruno Dinis
Bruno Dinis
Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.

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