O Negócio da Música: África é o futuro da indústria musical, Fernando Cabral

Há mais de 20 anos que o percurso de Fernando Cabral mistura-se com a história da música negra, em Portugal. Aficionado do reggae e hip hop, passou pela VP Records em Nova Iorque, foi DJ, fundou a SoundsGood, há vários anos que representa artistas de renome do reggae internacional em Portugal e é programador do festival Musa, em Cascais. Fernando é o último convidado do nosso podcast O Negócio da Música.

Nascido na Guiné-Bissau, Fernando é sobrinho de Amílcar Cabral e cresceu entre a Costa do Marfim, Cabo Verde, França e Portugal.

A paixão pela música reggae surgiu ao ouvir o álbum Legend, de Bob Marley, e em 1999 rumou aos Estados Unidos para ingressar na editora mais importante do estilo, a VP Records, onde teve a oportunidade de trabalhar no departamento de promoção nas campanhas de lançamento de discos de grandes nomes como Sean Paul, Capleton, Morgan Heritage, Freddie McGregor, Anthony B, Sizzla, Spragga Benz, entre outros.

Já em 2000, de regresso a Portugal, foi DJ residente em vários bares de Lisboa e arredores e apercebeu-se que não existiam nem concertos nem festas de reggae em Portugal, apesar de haver um público amante do estilo de origem jamaicana. Estava dado o ponto de partida para criar a Positive Vibes, marca responsável pela vinda a Portugal de nomes como Gentleman, Patrice, Alpha Blondy, Groundation, Dub Inc, Steel Pulse e muitos outros, tendo tido lugar cativo no festival do Sudoeste, até 2008.

Entretanto, criou a agência SoundsGood, responsável por nomes como Deejay Télio e teve uma rubrica diária na Rádio Radar de Lisboa, com o mesmo nome.

Atualmente, é programador do festival Musa, em Cascais, lançou a marca de roupa VIP [Very Important Preto] e tem um podcast semanal com o mesmo nome e aguarda o normalizar das atividades da indústria musical para voltar à organização de concertos.

Neste episódio d’O Negócio da Música, Cabral faz-nos uma análise terra-a-terra do estado da indústria da música em Portugal, como os players negros a atuar nos bastidores conseguem sobressair no setor e, de uma forma muito honesta, revelou como a pandemia afetou brutalmente a sua carreira.

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