“Com ou sem música tenho um posicionamento de estrela”, Preto Show

Preto Show é atualmente um dos nomes de maior impacto na música angolana, independentemente da falta de consenso em torno da personalidade forte do “Madafaka” que nasceu em Cabinda.

Cinco meses depois do lançamento do EP Vibes, que saiu com uma roupagem internacional, Preto Show, com a já habitual companhia de Teo no Beat, largou “Rockstar Tum”, num vibrante regresso às sonoridades que o fizeram destacar-se no início da carreira.

A música, ornamentada com um vídeo colorido e com um guarda-roupa atento às tendências pop fashion, estava em fila de espera para ser lançada há algum tempo. “Não podia lançar antes porque tinha outros lançamentos que na altura eram prioritários”.

O nome do título faz alusão à vida frenética dos artistas da sua dimensão. “Não faço Rock propriamente dito, mas as pessoas sabem que o meu estilo de vida é o de uma estrela de Rock, pois hoje em dia o meu nome, mesmo fora da música, transcendeu a um outro nível. Com ou sem música tenho um posicionamento de estrela e as pessoas respeitam-me como tal”.

O artista tem-se revelado cada vez mais organizado e metódico na gestão da sua carreira, depois de atingir o auge da popularidade nacional, começou a atacar outras frentes internacionais. Anitta, Ludmila, David Carreira, Soraia Ramos e Nego do Borel são apenas alguns dos artistas com os quais já trabalhou nessa estratégia de internacionalização do seu nome.

Em carteira, Preto Show está a preparar “um banquete” de quatro músicas, todas com videoclipe. Três já foram gravados em Portugal e o último vai ser rodado em Angola.

Ainda está em aberto o formato final deste projeto. Poderão ser apenas singles soltos como fazer parte de um EP.

“Na verdade quero deixar andar, ver como será a recepção do pessoal desta inovação que trago e sentir a vibração do pessoal, pois estamos a recuar e a rebuscar flows e sonoridades “do antigamente”, explicou-nos.

Com mais de 300 mil ouvintes nas plataformas digitais, é incontestável a sua popularidade, o que pode ser um factor de pressão para mais e melhores lançamentos, como também servir de indicador da sua influência junto da nova geração.

“É uma responsabilidade grande, principalmente para esta nova geração que estamos a marcar. Então, temos de ter como princípio unir, aconselhar e olhar para os outros cantores desta geração, tal como foi feito pelos cantores das gerações passadas, e continuar a elevar a fasquia da música angolana”.

Recentemente, o artista foi escolhido para colaborar na faixa de promoção da participação da seleção portuguesa de futebol nos Jogos Olímpicos.

Preto Show diz que foi resultado de um trabalho árduo que tem sido feito há bastante tempo em Angola. Além de que, “antes da música do Euro nós [Preto e David Carreira] já tínhamos combinado fazer uma música juntos, agora como se diz “não estragou nada”, só aumentou mais no love e temos música aí a vir”.

A associação a Teo no Beat

O Teo no Beat tem a imaginação e os dedos mágicos que compõem grande parte dos últimos lançamentos de Preto Show, o que tem dado ao produtor uma visibilidade acrescida. “Para mim neste momento, Teo no Beat é o melhor produtor da nova geração em Angola, não só no estilo afrobeat mas em estilos diferentes também. O artista destaca ainda a tacanhez do musical angolano, onde a entrada – e sobretudo permanência – de novos nomes é difícil.“Se fosse num mercado grande, grande, grande, o Teo seria um dos melhores do mundo”, afirma.

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Mauro Aghuas
Mauro Aghuas
Pai de 2| Linux entusiasta| Fã de Cazuza | amante da cultura Hip-Hop e apaixonado por festivais de Rock em Angola

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