CORONAS IN THE-SKY Not a Manifesto-an essay o Afrofuturism and Liberation | ©Melissa Rodrigues

“Corona In The Sky”, de Melissa Rodrigues no Hangar, em Lisboa

Há uma nova vídeo-performance em exibição no Hangar – Centro de Investigação Artística, em Lisboa. Até ao dia 2 de outubro, podes assistir à obra Coronas In The Sky, Not a Manifesto! an Essay on Afrofuturism and Liberation, de Melissa Rodrigues.

O projeto pessoal e coletivo, que integra um poema e vídeo instalação, foi realizado no âmbito da residência artística Magic Carpets Creative Europe Platform, entre março e maio de 2020 no ZK/U Berlin, e revela um atordoamento de um tempo suspenso que deixou de ser conjugado no futuro e que cria espaço para o questionamento.

Com curadoria de Lotta Schäfer e as participações de Claire Sivier, Desirée Desmarattes, Dori Nigro, Jade Rocha e Lola Rodrigues, a exibição está patente de quarta a sábado, das 15 às 19 horas, no espaço Hangar.

Melissa é performer, arte-educadora e curadora, licenciada em Antropologia UNL/FCSH e pós-graduada em Performance pela FBAUP. Faz parte também da Associação Cultural Rampa, do InterStruct Collective, do Núcleo Anti-Racista do Porto e da UNA – União Negra das Artes.

Sinopse

Após 4 dias em Berlim, caminhar com uma mala de 20 quilos por linhas de metro, autocarros, ruas, escadas, um aeroporto vazio e um avião fantasma, volto a casa, para aquela onde vivi nos últimos anos. Lá fora há silêncio e o som das sirenes molda o espaço outrora habitado por uma cidade.
Este é o lugar e o tempo em que existo hoje e de onde falo.
Estar em residência artística no meio de uma pandemia é um delírio criativo e uma tentativa constante de (re)conexão com a realidade envolvente.
Lá fora o mundo gira. A próxima grande crise aproxima-se silenciosa e cruel devastando vidas já antes marcadas pela desigualdade racial, de género, social e económica.
Está tudo ligado.
Entre textos, livros, artigos, imagens, uma performance materializa-se, toma forma, é corpo.
É um poema, um ensaio. As imagens emergem sobre um fundo escuro em contraste com a luz que irradia das Coronas apontadas para o céu, o dedo mexe na ferida colonial, o poder é questionado e ela (Eu/Nós) dança(mos) freneticamente.

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