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Imagem Ilustrativa | Foto: Heitor Salatiel

No Porto há uma feira que impulsiona negócios de afrodescendentes

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Michele Mara é cantora, musicoterapeuta, ativista e empreendedora brasileira. Foi no contexto da pandemia em que o mundo fechou as portas, que a criação de peças de bijuterias com material reciclável e tecido africano motivaram-na a criar a Feira Afro Empreendedora, no Porto. 

Em conversa com a BANTUMEN, a afro empreendedora explica que não é a primeira vez que cria este tipo de evento. Na cidade de Curitiba, Sul do Brasil, onde nasceu, já havia materializado, com o marido que é nigeriano, a ideia de uma feira centrada no empreendedorismo africano.

No início da Feira Afro Empreendedora, Michele Mara, fundadora da marca Miasà Afro Acessórios, tinha o objetivo de divulgar a sua marca, “vender, conhecer pessoas e cantar.”, relata. 

Para a ex-concorrente da sétima edição do The voice Portugal e “maior imitadora da Aretha Franklin no Brasil” – como gosta de se definir, hoje, o objetivo inicial se mantém. No entanto, através da divulgação nas redes sociais e do boca a boca, a Feira Afro Empreendedora  – que tem as suas instalações no espaço portuense Jubilant Relax – tornou-se num movimento de afro empreendedorismo na cidade Invicta e novas oportunidades e novos intervenientes foram surgindo. 

“Mais expositores se interessam a participar desta iniciativa, que começou como uma necessidade de se fazer conhecer os produtos de uma afro empreendedora”, ressalta.

Michele Mara sublinha que o afroempreendedorismo exposto na Feira não se restringe apenas ao mercado de produtos étnicos, mas que abrange todo o mercado e se direciona para todos os públicos consumidores.

“O que o caracteriza como um afro empreendedor é exatamente a condição étnica deste sujeito e não o objeto de sua atividade”, destaca. 

São potencializados produtores “do ramo da moda, acessórios, artes visuais, artes plásticas, literatura, culinária e produtos de beleza”, explica.

A iniciativa tem alavancado igualmente profissionais de outras áreas como a área da decoração e de treinamento de pets. Michele ainda acrescenta que os visitantes podem assistir a performances de artistas da música, dança, circo – que inclusive oferecem formações. 

A empreendedora explica que mais do que uma feira, a Feira Afro Empreendedora é também palco de encontros importantes para a comunidade africana do continente e para a diáspora e que esta iniciativa dá o microfone a conversas com agenda sobre debate anti-racista,  ativismo e  celebração da cultura afrocentrada. 

Para além da criadora e realizadora, o projeto impulsionador do negócio africano conta com a produção de Gualdina Diogo, Raíza Cabral, Fabiana Martins e Esvaldra Izabella, além de contar também com a parceria do Jubilant Relax, local onde a feira tem se realizado fisicamente desde a primeira edição. 

Segundo Michele Mara, a casa Jubilant Relax, “espaço criativo anti fascista”, como se autodenomina, “já tem datas agendadas para a realização da feira no decorrer de 2022.”

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