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Afrokillerz, lançamento do EP Tusset | DR
Afrokillerz, lançamento do EP Tusset | DR

“Tusset”, o novo EP dos Afrokillerz em homenagem ao pai de Cíntia

Afrokillerz apresentam esta sexta-feira, 14, o seu mais recente EP, Tusset. O projeto de Safari e Landz tem cinco músicas e é uma poderosa homenagem a uma lenda local, Tusset, um homem respeitado por todos, que procurava união, paz no bairro e entre as comunidades e que acreditava que “os putos” são o futuro e não os vilões da sua própria história.

Tusset ou Tchutchu, como também era conhecido, chamava-se Sidney Correia e era pai da artista Cíntia. Falecido este ano num trágico acidente de carro, Sidney residia na Apelação, zona da dupla de artistas. “Ele era conhecido por inspirar as gerações mais novas e assegurava que o espírito de comunidade estava presente em todos os momentos”, explicam os Afrokillerz.

Apesar do projeto ter apenas cinco músicas, foram várias as faixas produzidas durante a concepção deste EP – que demorou cerca de cinco a seis anos – e que provavelmente deverão sair no próximo trabalho da dupla.

Os temas em forma de história eletrónica, que junta o melhor de dois mundos: os “pequenos grandes” detalhes da cultura africana e synths de tech-house, já estão disponíveis para audição em todas as plataformas de streaming.

Numa conversa telefónica com Landz, o artista fez-nos um breve balanço sobre este 2022, ano em que o nome Afrokillerz despontou na cena eletrónica urbana lusófona. “2022 foi um ano de muita experiência boa. De todos estes anos, foi o ano em que, em termos profissionais, estivemos quase a roçar a excelência. Conseguimos atingir muitos dos nossos objetivos e musicalmente estamos muito melhores. Estamos mega profissionais em tudo. Já não estamos a fazer música só por fazer. Estamos a fazer música com conceito, antes de fazer lançar estamos a pensar no que vamos fazer e como vai ser o marketing. Foi um ano muito produtivo a nível profissional”, disse o produtor e DJ.

A organização metódica implementada entre a dupla tem a mão da Kazukuta, label de Djeff, com quem assinaram no início do ano. Questionados sobre como projetam o futuro e se há um direcionamento focado no mainstream, o artista foi peremtório: “continuamos com a nossa essência urbana. Quando chegámos à Kazakuta, apesar de querermos atingir mais público, não queríamos perder a nossa essência urbana. A label ajudou-nos profissionalmente, com organização e disciplina nos lançamento, algo não tínhamos muito mas a nossa cena urbana nunca vamos perder. Vamos sempre tentar trazer o nosso bairro connosco, sempre que possível.”

Landz confirmou também à BANTUMEN que a dupla está a equacionar o lançamento do primeiro álbum da dupla já para 2023. Até lá, podemos ir ouvindo Tusset, que já está disponível em todas as plataformas digitais.

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