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Com “Neon Colonialismo” quase a chegar, Batida lança “Ah!” com Poté

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Batida acaba de lançar esta sexta-feria, 23, um novo avanço do seu próximo álbum. “Ah!” é um single instrumental, produzido em colaboração com o artista britânico Poté e cujo vídeo também já está disponível no YouTube.

As imagens do clipe acompanham um passeio de bicicleta do luso-angolano e Poté, que começa nas ruas da Amadora (na periferia de Lisboa), onde Batida cresceu, e termina na discoteca Lux, na capital, onde ambos vão animar a noite com um DJ set.

Durante o trajeto, os artistas param no Padrão dos Descobrimentos, o monumento que marca o período imperialista de Portugal (nos séculos XV e XVI), com o início do maior tráfico de pessoas escravizadas da história.

“Ah!” reflete o território sonoro e rítmico partilhado pelos dois produtores que cresceram fora dos seus países de origem.
Batida nasceu no Huambo mas foi em Luanda que passou boa parte dos últimos anos, a produzir música, programas de rádio, documentários, entre outras expressões artísticas.

Quanto a Poté, nascido nas Antilhas (Santa Lúcia), descreve a sua relação com os sons de influência angolana que há muitos anos emanam de Lisboa: “foi a primeira que ouvi similaridades entre aquilo que ouvia em criança, em Santa Lúcia, e o que outras pessoas têm feito a nível da música eletrónica dançante”.

A sua própria música revela tanto as influências rítmicas herdadas quanto o interesse em explorar e escrever canções baseadas nas emoções. A rede que construiu é um bom indicador da diversidade do seu universo, desde as ligações à editora lisboeta Enchufada, a Benji B e Damon Albarn. Aliás, foi durante um dos eventos Africa Express, organizado por Damon, que Poté e Batida começaram a esboçar o single “Ah!”, em 2018.

Batida vai lançar no dia 21 de outubro o álbum Neon Colonialismo, com o selo da Crammed Disc, o primeiro desde 2014 e que segue o modus operandi do artista mulltidisciplinar: a colaboração.

Angola, Portugal, Brasil, Cabo Verde e Reino Unido marcam as origens sonoras da mescla identitária que marca este Neon Colonialismo, através das participações de Satelite, Bonga, Mayra Andrade, Nástio Mosquito, IkonoklastaLia de Itamaracá, Mário Lúcio, Branko, só para citar alguns.

Com duas faixas já lançadas (“Bom Bom”, com Mayra Andrade e “Ah!”, com Poté), Neon Colonialism liga dois lados do Atlântico, com a produção dos dez singles dividida entre Luanda, Lisboa, Évora, Recife, Berlin e Londres.

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