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Cancro Oral: beijos ou tabaco?

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Tem sido tenuamente sugerido que beijar coloca as pessoas em grande risco de adquirirem cancro oral, mais do que fumar; com o facto de cada vez mais pessoas desenvolverem a doença devido ao papilomavirus humano (HPV), do que aqueles que fumam.

O HPV é uma infecção comum que se espalha através do contexto pelo-com-pele e é normalmente inofensivo. Pode sobreviver nas genitais e na boca quer dos homens, quer das mulheres e é a principal causa do cancro do colo do útero. Então, será que o HPV te coloca em maior risco de contrair cancro oral, do que fumar?

Cerca de 8 em 10 pessoas será infectada com HPV em alguma altura da sua vida mas, isso não é razão para entrar em pânico. Existem centenas de diferentes tipos do vírus HPV, a maioria dos quais são inofensivos, do quais apenas cerca de 15 implicados na causa do cancro oral. Estes são conhecidos como os tipos de HPV de “alto risco”. A maior parte do tempo, o nosso sistema imunitário consegue lidar com o vírus e superá-lo, mas ocasionalmente as pessoas com infecções persistentes de tipos de “alto-risco” podem desenvolver cancro.

O vírus provoca um desenvolver de cancro de forma indirecta. As infecções com HPV começam nas camadas mais profundas da pele, provocando a rápida divisão das células para que possam formar mais vírus. Por vezes nos casos de “alto risco” o vírus danifica o DNA das células, isto significa que as células começam a crescer sem controlo.

Os factores principais para desenvolver cancro oral pensam-se ser: bebidas alcoólicas e tabaco, mas crescentes evidências sugerem que o HPV pode ser uma causa significante. De acordo com a NHS cerca de 25% do cancro oral e 35% do cancro da garganta estão relacionados com o vírus HPV, embora os números variem. O Cancer Research UK relata que mais de 40% dos cancros orais estão ligados a infecções com o HPV, uma figura que tem crescendo.

Então, beijar pode levar-te a ter cancro? Bem, o Center for Disease Control and Prevention diz que cerca de 7% das pessoas nos EUA tem HPV oral e destes cerca de 1% tem o tipo específico do vírus de “alto risco” que pode levar ao cancro oral. Na maioria dos casos a infecção é adquirida através do sexo oral, sendo os homens entre os 40 e os 50 anos os mais susceptíveis a serem infectados. Isto implica que, sexo oral numa mulher é mais arriscado do que num homem, o que pensa-se estar ligado ao quanto o vírus é eliminado pela vulva e pénis, respectivamente.

Embora o cancro oral relacionado com o HPV possa estar em desenvolvimento, ainda se mantém incrivelmente raro e provavelmente não há necessidade de preocupações relativamente ao beijar a tua próxima parceira.

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