Dr Flow é um artista multi-facetado de origem Umbundo (nome do ao povo existente no Huambo, província de Angola) com ascendência portuguesa.
Dr. Flow começou a sua senda dentro da música com apenas 12 anos, ao desenvolver a veia artística em rodas e batalhas de freestyle nas artérias da capital de Angola, Luanda.
Entretanto, mudou-se para Portugal e continuou a fazer o que mais gosta, a música. Foi através dos Street Niggaz, constituído por Badiu, Dmage, Mike Persona, que integravam também os Kamikazi Afro Tugas, que Dr Flow começou a explorar o seu talento de forma mais aprofundada.
Já a solo, o artista juntou-se ao produtor Beatoven e acabaram por criar a Paranoise Boyz, em atividade até aos dias de hoje.
Com uma influência do estilo que é considerado como “a bandeira de Angola”, o semba, Flow inclui no seu registo igualmente o sonoridades das antilhas, como o zouk, subindo até aos Estados Unidos e bebendo do RnB e do hip hop.
Atualmente a trabalhar apenas para um público maioritariamente em Portugal, Dr. Flow manifestou que quer ganhar asas e atingir outras geografias. “Quero ganhar notoriedade no estrangeiro e ser um artista sem barreiras e experimental nas sonoridades e colaborações”, diz-nos.
Eficácia, visão e maturidade, são as três palavras que o artista escolheu como guia para cada tema que pretende lançar, sublinhando que os seus ouvintes podem esperar por “uma consistência de agora em adiante”.
Nessa linha, e depois de ter estado ausente do game “por razões pessoais” durante cinco anos, Dr. Flow volta agora a compor música, com os pés bem assentes em terra firme e completamente ativo com o seu parceiro Beatoven.
Flow já disponibilizou o single “Biolo”, com a participação vocal de Boss Proud, e que é uma das faixas do Projeto 91 com Beatoven. Projeto 91 conta com as participações de MDO, Big Da Don, Namara, Badiu, Sara Adriana e Bjoy, recebendo carimbo da Paranoise e Big Bit.
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Bruno Dinis
Carrego a cultura kimbundu nas minhas veias. Angolanidade está presente a cada palavra proferida por mim. Sou apologista de que a conversa pode mudar o mundo pois a guerra surgiu também de uma. O conhecimento gera libertação e libertação gera paz mental, por tanto, não seja recluso da ignorância.