Djorge Cadete lança EP, Upendo, com afro-tech e afro house

Djorge Cadete
Djorge Cadete

Realizado pela Seres Produções, Upendo é composto por seis faixas originais baseada no gênero house music, dirigidas principalmente para a cena afro-tech e afro house, que tem suas raízes fincadas na África do Sul e características que misturam batidas e ritmos eletrônicos com percussões afrorítmicas e elementos da cultura africana.

“Tal como a sonância diferenciada à forma de escrita, optei por diferentes sonoridades dentro desse panorama do house com o objetivo de partilhar a obra com os amantes desse género e também de compartilhar um pouco do que têm sido as minhas experiências musicais pelo mundo, alinhadas à nossa identidade cultural e com intuito de contribuir para o desenvolvimento e a autossustentabilidade do movimento, em solo nacional e arredores”, diz.

Cadete explica que o afro-tech reúne essencialmente uma base mais eletrônica que o afro house, mas com percussão afro menos acentuada, o que proporciona uma viagem bem mais profunda e cadenciada, como se pode constatar e sentir nas faixas “Star Wars” e “Opera”, produzidas por ele e Iamskyflame, e mixada pelo artista Dorivaldo Mix. “Mungu Wango”, “Bashira”, “Upendo” e “Adhiambo” também integram o EP, lançado no último dia 7 de janeiro e já disponível nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Music, Traxsource e Beatport.

A produção desse primeiro trabalho esperou quase dez anos para chegar oficialmente ao mercado fonográfico, resultado de uma decisão coerente do DJ em “sentir-se com alguma experiência e maturidade artística”, como o próprio analisa.

Upendo significa “amor” em suahíli, língua falada na África oriental. A palavra também batiza o primeiro EP do empresário, DJ e produtor musical angolano Djorge Cadete. “Nominei o projeto de Upendo por se tratar de uma palavra de forte relevância na minha vida, além de agregar um misto de sentimentos refletidos na obra, com foco na minha forma subtil de absorver a música e usá-la como uma poderosa e eficaz ferramenta de comunicação, capaz de romper limites através da fé”, conta.

Em 2014, Djorge Cadete iniciou a carreira artística como DJ, em Lisboa. Ao longo de sua trajetória, dividiu o palco e a cabine com artistas nacionais e internacionais, como o DJ e produtor Black Coffee, um dos principais responsáveis pela popularização do afro house; o português DJ Djeff; os sul-africanos Mobi Dixon, Shimza e Caiiro; o angolano Silyvi; o alemão Ralf Gum; o holandês Gregor Salto, entre outros.

Djorge Cadete

Diante da repercussão e valorização contínua de seu trabalho, recebeu propostas para performar em Moçambique, Holanda, Suíça, França, Cabo Verde, Angola, Estados Unidos e Dubai. Em Portugal, foi residente da discoteca Main e tocou nas casas noturnas Hawaii e The Dock’s Club, todas em Lisboa; Tamariz, em Estoril; e Lick, em Albufeira.

“Shella”, “Urânio 235”, “Power”, “Therapy”, “Placa”, “Farofa”, “Norton”, “Benga New” e “Religião Traller” são alguns dos hits produzidos pelo artista. Também foi diretor, apresentador e produtor executivo do programa de Rádio Tigra House Music Therapy, da emissora MFM 91.7, de Luanda, em Angola.

Djorge Cadete

Como profissional influente e conhecedor do meio, Cadete acredita que o afro house já teve dias melhores na cena. Contudo, é por meio de um esforço coletivo dos artistas que o gênero tem recuperado o seu devido lugar. “O afro-tech pode evidentemente vir a dominar o mercado, mas não o afro house. São subgêneros do house music. Logo, para mim, não tem como haver domínio de um sobre o outro. Ambos preenchem a alma e o mercado só por si. É dinâmico, não obedece a um padrão, assim como a arte no seu todo”, completa.

Com Upendo, o DJ e produtor quer que a sua arte chegue aos quatro cantos da Terra. “Manter-me sempre focado o tempo inteiro. Isso foi fundamental para achar o ponto de equilíbrio com os demais afazeres durante a parceria com a Seres Produçõe. Eu pude apreciar o processo”. Para ele, de certa forma, Upendo representa parte da nossa força e ancestralidade ligada à música enquanto angolanos e africanos feitos de amor. Somos todos ouvidos, afinal.

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