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“África em São Paulo” retrata vida de africanos na capital paulista

África em São Paulo
Foto: Luly Zonta

A exposição África em São Paulo, patente até 12 de março de 2023 no Museu da Imigração (MI), tem por objetivo mostrar, em fotos e textos, diferentes africanos que escolheram o Brasil como segunda casa, em São Paulo. São 56 imagens feitas em estúdio que contemplam 43 personagens, de pessoas comuns a figuras singulares. Entre eles, com origens na Guiné Bissau, Vensam Iala, ativista e especialista em literatura africana e homenageado pela PowerList100 de 2022,  Samira Nancassa, que venceu o concurso de miss África-Brasil em 2018, e Madalena Nanque, formada em Pedagogia e Teologia, professora em São Paulo.

A apresentação conta com pessoas de 21 países do continente africano, como Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, República Democrática do Congo, Egito, Nigéria, e outros. São imigrantes, estudantes, pessoas de diferentes géneros e de diversas regiões africanas. A homogeneização da cultura africana é um resquício do colonialismo. Na exposição, isso é quebrado por cada participante, que ganha uma aura de “capa de revista”. 

A ideia da exposição nasceu de um trabalho feito com o jornalista Naief Haddad, que escreveu uma reportagem sobre a vida dos imigrantes africanos no centro da cidade de São Paulo. “Com o tempo, o projeto foi vingando à medida que um indicava outro”, explicou Haddad durante a exposição. Junto com as fotos em grandes formatos, o visitante tem acesso a depoimentos (escritos e em áudio) dos imigrantes. Os assuntos abordados são diversos, mas quase sempre incluem suas trajetórias, os motivos que os levaram a deixar o país de origem, a saudade da terra natal e a realidade no Brasil. Revelam as dificuldades iniciais de um estrangeiro no Brasil, muitas vezes, para estudar ou começar a vida. Os retratos formam um painel bem variado e interessante desses imigrantes. São personalidades que reinventaram suas histórias ao chegarem ao Brasil. Ganhando diplomas, novas profissões e formando novas famílias. 

Wolfenson conta que a ideia de realçar as raízes dos imigrantes e suas culturas pelas roupas tradicionais, foi uma característica trabalhada para mostrar a intersecção cultural entre a cultura ocidental e as culturas de matrizes africanas, fortes no Brasil. “Existe, ainda hoje, um mito de que a África é um país, e isso precisa ser desconstruído na cabeça das pessoas. Claro, geograficamente, conheço muito de África, mas, ao longo do processo, aprendi mais sobre diversas culturas específicas, sobre como um mesmo povo, às vezes, pode estar dividido entre dois países”, afirma o fotógrafo.  

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