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Florito | DR
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Florito, a provável promessa angolana do afrobeat

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Florisberto Mbemba é Florito, um artista promissor no mercado angolano e que, embora ainda não seja um nome mainstream, a sua música já passa há algum tempo nas colunas do povo, sobretudo depois de lançar o single “Dalilah”.

Nascido há 26 anos, no dia 30 de dezembro, Florito viveu a sua infância na Namíbia, de onde vem a fluência em inglês que ouvimos nas suas composições.

A entrada na música estava predestinada, influenciado pela família de cantores. “Eu cresci uma família de músicos. A minha mãe e o meu tio cantavam. A minha mãe cantava no grupo coral, apesar de eu só ter descoberto o meu talento depois, sempre tive amor pela música”, explicou-nos.

As primeiras experiências aconteceram em casa de um amigo, de forma expontânea e, a nível sonoro, acabou por deixar-se levar pelo rap. “Foi numa brincadeira, ele tocou um beat e eu comecei a fazer freestyle. Ele gostou e incentivou-me a gravar”, relembrou.

Entretanto, os vários anos que viveu em Vinduque, capital da Namíbia, permitiram-lhe ouvir novas sonoridades a assistir a diferentes manifestações culturais e artísticas, que hoje acaba por influenciar a sua música.

Numa primeira relação com as canções de Florito, é fácil pensar-se num Ckay ou Burna Boy, porque o artista fez uma entrada de pés juntos no afrobeat, estilo nigeriano criado por Fela Kutti e que a nível instrumental destaca a percussão africana embrenhada na música iorubá, jazz, higlife do Gana e Nigéria, e no funk afro-americano. O elemento diferenciador é a incorporação do português nas lyrics.

Para já, em nome próprio, o artista tem apenas dois singles lançados no Spotify e Apple Music. “Kitoko” surgiu em 2020 e “Dalilah” em 2021 e as músicas têm sido amplamente divulgadas pelas rádios e blogs de música angolanos.

Sobre “Dalilah”, que é o seu som de maior destaque até agora, “foi gravada no meu quarto às 22 horas. Não foi uma música muito pensada, meti o beat e criei melodia e assim surgiu. O “Dalilah” retrata que tens que lutar pela pessoa que tu amas e não desistir do amor”, explicou o artista.

Já no seu YouTube temos acesso a vários sons lançados a partir de 2015, em colaborações sobretudo com Private, Gazza e LMPC.

Mais recentemente, já colaborou com Carla Prata, em “Desculpa”, que faz parte do EP Roots de 2020 e, no mesmo ano, com Cabo Snoop no remix de “Fanta”. Entretanto, tem trabalhado também com os masters da kizomba Rui Orlando e Edgar Domingos.

Florito não é o primeiro artista de Angola a ingressar no afrobeat, seguindo assim os passos de nomes como Cabo Snoop, que em 2018 fez furor na Nigéria em participações com Yemi Alade e Olamide.

Atualmente, com o estilo ouvido a nível global e a liderar tabelas de música em vários países, o que vai ditar o sucesso de Florito será o seu ritmo de trabalho, versatilidade, inovação e a criação de uma identidade própria, possivelmente com a incorporação na sua composição de elementos da música angolana, que goza de muito boa popularidade internacional.

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