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Gaia, o poder do beat

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Gaia faz parte da nova geração de produtores musicais que tem conquistado o mercado do afro beat nacional. Apaixonado por música e excelente percussionista, o jovem de 22 anos foi o artista escolhido para protagonizar a 7.ª edição da Capa BANTUMEN.

A música surgiu na sua vida através do irmão mais velho, Zola Messu, também produtor, que depois de vários problemas pessoais optou por abandonar a promissora carreira em 2005.

1Gaia quis dar continuidade ao trabalho de Zola e fez do quarto a sua fábrica de beats. “Sem música no coração não vivo. Música para mim é tudo”, afirma o jovem que fala fala do seu trabalho como se de uma obra de arte única se tratasse. “Não aceito fazer música para qualquer pessoa. Primeiro testo a pessoa que me pede um beat para saber se canta bem ou não.”

E mesmo que cante bem, o produtor certifica-se que a sua produção terá o uso adequado. “Eu não trabalho para que os 2meus beats fiquem em casa guardados. Se o compras tens de
usá-lo com amor. A música com que o vais usar tem de ser boa.” Gaia não precisa que lhe digam que é um bom produtor, ele sabe-o. E é com essa confiança que cria e “arrasta” milhares de visualizações em cada projecto produzido por si.

O resultado da sua dedicação, além das visualizações que alcança no Youtube, traduziu-se há pouco tempo pela conquista do prémio melhor Colaboração nos African Entertainment Awards, com a música “Wawéra” de Dj Darcy feat Daniel Nascimento, Preto Show e Maya Zuda.

Contudo, foi com Swagg All Ova, de Prodígio, que Gaia passou a estar nas bocas do mundo, em 2013. Quase um milhão e meio de visualizações é quanto o contador da plataforma de vídeos conta no momento da publicação deste texto.

3A inspiração vai buscar nos estilos que mais gosta de ouvir, e supreenda-se: Gaia gosta de música clássica. E se um dia destes ouvir um mix de Nocturnos, de Chopin, num ritmo funk de chinelo no pé, seria com certeza obra de Gaia. O estilo brasileiro é o seu preferido e os ouvidos mais atentos vão perceber o compasso da música “tradicional das favelas” em várias produções suas. O jazz, soul e disco também fazem parte das suas playlists.

Assume-se como incapaz de imitar. “Detestava quando as pessoas me diziam ‘Gaia faz um beat igual ao do fulano’. Nunca gostei disso. Eu posso ir buscar a ideia daquele beat do fulano e nessa ideia colocar as minhas ideias e fazer uma coisa única, que é só minha.”

No campo familiar, o respeito pelo seu trabalho ainda é uma meta por atingir. Apesar de sentir que a opinião dos pais começa a mudar pouco a pouco, em casa nunca se quis saber de música.

4A mãe é professora, logo quis passar ao filho o gosto por uma profissão em que no final do mês há um salário certo. “Quero mostrar à minha mãe que a música também é trabalho. Tal como ela vai todos os dias dar aulas, eu vou todos os dias para o estúdio fazer música para as pessoas. E isso para mim é trabalho e é importante. As pessoas pagam-me para eu fazer o que gosto. Amo fazer música e ninguém me pode afastar da música, nem mesmo a minha família”, diz. Hoje, a remuneração das produções que faz já pesam no orçamento familiar, o que tem ajudo a mudar a mentalidade lá em casa. “Ainda não aceitaram a 100 por cento mas vão aceitando. De zero a 100 já estão nos 30%.”

Há menos de um mês lançou “Man Ralla” com Yano Prata e Mestre Sedrick e muito brevemente haverá vários sons com a sua assinatura. No próximo ano, há pelo menos um tarracho que não vai sair da cabeça de muita gente. A BANTUMEN já pôde ouvir e garantimos: “é muito beat“. Para alimentar a curiosidade só dizemos: Zona 5.

Produção editorial com o apoio de Zeyangel Concept Store.

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