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Blackson na exposição “Happy Blues” / Foto: BANTUMEN
Blackson na exposição “Happy Blues” / Foto: BANTUMEN

Fomos à inauguração de “Happy Blues” de Blackson

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A nova exposição do artista plástico Blackson, intitulada Happy Blues, foi inaugurada no dia 26 de março às 17h.

Para Blackson a arte serve para refletir a sua visão da realidade que o envolve ou aos seus próximas, através de cada cor, textura, ponto e material usado em cada quadro.

Banhado pelo rio Tejo no coração de Lisboa, assim que entramos no Espaço Espelho d’Água, três silhuetas negras, sentadas, afrontam-nos de um ar inquisitivo e, do lado direito, três telas exibem o mesmo rapaz negro ajoelhado, preso entre uma cadeira que reflete uma sensação de uma liberdade ilusória e claustrofóbica. São algumas das peças que fazem parte das nove obras de Happy Blues em exposição, todas inspiradas na forma como Blackson vê e reimagina a representação do corpo negro.

Peça “FREEDOM?” / Foto: Blackson

Toda a exposição é um reflexo das várias fases por que Blackson passou durante o processo criativo da mesma. Ora triste, ora feliz, essa polarização de sentimentos acabou por respaldar para o nome do certame. “Estava num momento que se relacionava com o estilo de música Blues, um estilo que eu aprecio bastante, traz-me todo o sentimento que os Blues normalmente têm, a nível de melancolia, tristeza. Ao mesmo tempo, no geral, para mim traz-me alegria. (…) daí ter feito algo que as pessoas viessem e sentissem uma certa harmonia entre a tristeza, melancolia e alegria mas que, em termos gerais, conseguissem tirar a alegria deste contexto todo”, explicou em exclusivo para a BANTUMEN. Essa inspiração é evidente com a peça central da exposição, que é a pintura em azulejo de Riley Ben King, mais conhecido como B.B. King, um dos maiores guitarristas, compositores e cantores de Blues.

Peça ”KING AND QUEEN” / Foto: BANTUMEN

”Foi um processo criativo muito diferente do que estava habituado, no entanto, como artista, sinto-me assim: em fases. Não gosto de me sentir numa fase sempre igual. A próxima fase tem que ter algo diferente e a diferença traduz-se no material utilizado, traduz-se no sentimento que é diferenciado e também no momento em que é criado. (…) Tive um desafio enorme para fazer uma peça em azulejo, que é a peça do B.B. King e tive maiores desafios em telas maiores. Não é que não estivesse habituado mas foi um processo criativo muito diferenciado do que fazia antes, até porque tive muito mais espaço, não só físico mas também temporal”, concluiu.

Happy Blues foi inaugurada como sendo mais do que apenas uma exposição, ao celebrar a vida e a música através das performances de Carina Amaro, TotySa’Med e Nayela.

A exposição Happy Blues é de acesso gratuito e estará patente até 10 de abril, de segunda a domingo, das 11h às 24h, no Espaço Espelho d’Água, em Lisboa.

Faz play abaixo para veres a entrevista na íntegra.

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