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Mc Dricka no Festival Iminente / Foto: Olson Ferreira
Mc Dricka no Festival Iminente / Foto: Olson Ferreira

Festival Iminente: Quatro dias de música e arte urbana em Lisboa 

Arrancou esta quinta-feira, 23, o Festival Iminente, em Lisboa, que oferece aos festivaleiros quatro dias de música e arte urbana.

Até domingo, na zona da Matinha, as pessoas podem assistir a uma programação que inclui concertos, performances e conversas, num recinto que é literalmente uma galeria a céu aberto.

São mais de 150 artistas que compõem o cartaz do Iminente, que conta com o artista Alexandre Farto (Vhils) entre os fundadores. “Os nomes que virão para dar espaço de visibilidade a todos os outros” são Yasiin Bey, anteriormente conhecido como Mos Def, Sam The Kid, com orquestra e Orelha Negra, Sister Nancy, “referência do reggae mundial”, e o B2B que fecha o último dia, com Batida e Bonga, “que vai pôr discos, o que aos 80 anos é uma grande novidade”, esclareceu Carla Cardoso, diretora do festival.

No primeiro dia da estreia da edição de 2022, fomos recebidos com mini talks com curadoria do investigador António Brito Guterres. Os temas são variados, desde criatividade, inovação, sustentabilidade, jardins urbanos, música, racismo, feminismo, entre outros. E, claro, com muita música à mistura. Começámos com um DJ set de Fvbricia, numa viagem entre afro-house, batida, amapiano e afro.

Minutos depois ouvia-se Profjam a cantar no palco principal, cantou temas dos álbuns #FFFFFF (2019) e System (2020), naquele que foi para muitos o “melhor espetáculo da noite”. Seguiu-se DJ Doraemon, DJ Adamm e DJ Stá, com a curadoria de Progressivu. Já batiam 22h45 quando Fernanda Andrielli Nascimento dos Santos, mais conhecida como MC Dricka, entrou em palco com os seus bailarinos e mostrou o que é ser uma cantora e compositora brasileira de funk e o porquê de ter ganho o apelido de “Rainha dos fluxos”: pelo sucesso nas festas de rua de São Paulo.

Festa que é festa tem dança. Num dos palcos montados havia battles de breakdance ao mesmo tempo que se ouvia Yuri NR5 a cantar e a representar a Bridgetown. Antes da noite acabar, ainda houve tempo para um warm up do DJ francês Khéops, para depois as pessoas darem tudo no palco principal a ouvir Pharoahe Monch, rapper norte-americano, conhecido pela sua grande capacidade lírica complexa e de rimas multi-silábicas – técnica de flow em que o objetivo é usar palavras parecidas, com a mesma pronuncia mas significados diferentes.

2022 trouxe algumas novidades ao Iminente. Há novos espaços de programação, mais expressões artísticas e artistas, num espaço em que queremos sempre incluir mais: mais vozes, mais corpos, mais rostos. Essa diversidade e equidade é algo que procuramos em permanência”, disse Carla Cardoso à Lusa.

As atuações musicais estão distribuídas pelos palcos Gasómetro, Choque e Fábrica. Por estes palcos passam, além de Yasiin Bey, Sam The Kid, Sister Nancy e Batida num B2B com Bonga, artistas como África Negra, Goldie, Sara Correia, Karol Conká, Bandua, Tristany, Mansur Brown, Smoke DZA, Juana na Rap, Nayela, Carla Prata e IAM.

O palco Cine-Estúdio será “mais dedicado à dança, performances e poesia”. Nesta edição, os artistas visuais foram desafiados a trabalharem o tema “Playground” (parque infantil) e o resultado poderá ser visto por todo o espaço.

O cartaz de artes visuais inclui, entre outros, Vhils, ±maismenos±, Rita Ravasco, Vanessa Barragão, Kampus, Noah Zagalo, Superlinox, Unidigrazz, Fidel Évora, João Fortuna, Filipa Bossuet e Tiago Hesp. No festival serão ainda apresentados os resultados dos workshops que estão a ser desenvolvidos, desde junho e até setembro, em quatro bairros de Lisboa (Alta de Lisboa, Bairro do Rego, Vale de Alcântara e Vale de Chelas).

Na zona de lojas, é possível encontrar projetos como A avó veio trabalhar, A Kapulana, Bazofo e Du Bairro.

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