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Falcão Nhaga, Welket Bungué e Bia Gomes | DR
Falcão Nhaga, Welket Bungué e Bia Gomes | DR

Estes são os filmes com narrativas negras na 19ª edição do IndieLisboa

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Já falta pouco para a cidade de Lisboa abrir as portas para o festival de cinema IndieLisboa, que este ano, mais uma vez, recebe mais de 250 películas de diferentes cantos do mundo.

Uma das novidades desta 19ª edição é o facto de a Competição Nacional de Longas ser a mais extensa da história do festival. No total são 9 longas metragens de autores de gerações diferentes, com abordagens distintas entre si, numa prova da vitalidade que se vive atualmente no cinema português. 

À semelhança do que temos feito nos anos anteriores, listamos aqui os filmes protagonizados, produzidos ou com um elenco composto por afrodescendentes e que podes assistir durante o festival, de de 28 de abril a 8 de maio.

Mistida

Mistida é o título do filme de fim de curso de Falcão Nhaga, realizador luso-guineense, e que hoje é um dos selecionados a estar no Festival Internacional de Cinema de Lisboa.

O filme retrata o tempo, “de como afeta o nosso corpo; a nossa família; o modo de como vemos as coisas; o que significa para as nova gerações, como também o tempo atua no espaço em que vivemos”. A história centra-se no diálogo de uma mãe imigrante que partilha alguns momentos de experiências da vida com o filho. No caminho para casa, carregados com sacos de compras, ambos conversam sobre o futuro, com base nas experiências do passado que acabam por, naquele momento, trazer à tona algumas amarguras e alegrias.

Nesta curta, o realizador quis contar uma história que embrenha-se nas suas próprias vivências, de forma honesta e que aproxima-se do tipo de histórias que quer contar, sem esquecer a caixa onde o próprio Falcão insere-se, a de “um realizador negro”.

O filme vai ser exibido no seguimento nas sessões das 21:30; 19:00 e 16:45 nos dias 3, 5 e 8 maio, no Grande Auditório da Culturgest; Cinema São Jorge na Sala Manoel de Oliveira e Sala 3, respetivamente.

Cesária Évora

Cesária Évora | DR

O documentário sobre a vida e obra de Cesária Évora vai abrir o festival IndiMusic, do Festival de Cinema IndieLisboa.

O documentário de Ana Sofia Fonseca traz de volta algumas memórias de Cesária, considerada a diva da música de Cabo Verde, figura de empoderamento feminino, símbolo de referência e resistência na luta contra preconceitos.

“Cesária Évora” teve a sua estreia mundial no Festival South by Southwest, um circuito de festivais de cinema, música e tecnologia que acontece na primavera em Austin, no Texas, Estados Unidos da América.

O filme vai ser exibido no seguimento IndieMusic às 21:30 do dia 28 maio, no Grande Auditório, na Culturgest.

Rewind and Play

De Alain Gomis, o documentário parte de uma entrevista de Thelonious Monk à televisão francesa, em 1969, para mostrar um homem em luta constante, tanto contra os preconceitos como contra as expectativas construídas em torno da sua música e da sua identidade.

O filme vai ser exibido no seguimento IndieMusic às 19:00 do dia 8 maio, no Grande Auditório, na Culturgest.

Escasso 

Um mockumentary político que, com um piscar de olhos, nunca fala de política. É impossível não gostar de Rose, que está a ocupar uma casa recentemente abandonada. Os pertences da anterior dona ainda lá estão e a nova “inquilina” diz-se apenas a cuidar da casa, pela qual sente afinidade.

Produzido por Clara Anastácia, Érica de Freitas e Gabriela Gaia Meirelles, Escasso é um dos filmes a ser assistidos no IndieLisboa.

O filme vai ser exibido às 21:45 do dia 2 maio, no Pequeno Auditório, na Culturgest.

Fantasma Neon

Fantasma Neon é uma curta musical que acompanha a trajetória de um motoboy de aplicativos na cidade do Rio de Janeiro. Protagonizado por Dennis Pinheiro que encarna o papel principal, o de João, o personagem vive aventuras e entre músicas e danças como o “passinho carinho”, João busca o sonho de ter uma motorizada.

O filme vai ser exibido às 19:15 do dia 2 maio, no Pequeno Auditório, na Culturgest.

Freda

Freda é um dos raros filmes haitianos. Nele as mulheres são homenageadas, com Freda no centro da história.

Freda mora com a mãe e a irmã num bairro popular de Porto Príncipe. Diante dos desafios da vida cotidiana no Haiti, todos se perguntam se devem sair ou ficar. Freda quer acreditar no futuro de seu país.

A emoção procurada pela realizadora Gessica Généus recusa a facilidade dramática. A encenação tem o prazer de realçar a beleza quase magnética da jovem heroína que se transforma num exemplo de feminilidade e graça. Neste país onde as mulheres são obcecadas pelo clareamento da pele, Freda, ao contrário, encarna o orgulho de ser negra, livre e inteligente.

O filme vai estar em exibição na Culturgest – Grande Auditório, no dia 2 de maio, às 21:30.

Nous, étudiants!

O filme de Rafiki Fariala mostra uma realidade vivida por inúmeros estudantes do mundo. Em particular, a longa reflete a vida de um estudante que vive longa do seu conforto familiar, onde os amigos passam a fazer o papel da família. Entre desequilíbrios e outros dissabores da vida e a Universidade de Bangui, na República Centro-Africana, é apenas uma sinédoque face a um país em sufoco.

O filme será exibido às 19:00 do dia 2 de maio, no Grande Auditório da Culturgest.

Cette maison

Cette Maison de Miryam Charles tem como base o questionamento de “como re-imaginar uma tragédia da primeira década dos anos 2000?”. Dez anos após do aparente suicídio de uma adolescente, o repensa-se alguns acontecimentos que causaram a perda, que mesmo estando em tempos atuais, os personagens, em particular, Tessa, ainda consegue sentir os efeitos da mesma.

Cette Maison é uma longa que será exibida na sala 3 dos Cinema São Jorge às 21:45 e 19:15 dos dias 29 de abril e 8 de maio, respetivamente.

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