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Júlia Mbumba | DR
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Júlia Mbumba: “O caminho é tortuoso mas vale a satisfação”

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A jornalista e empreendedora angolana Júlia Mbumba é agora também autora, sob o pseudónimo Mona Kisola Dya Nzambi. A sua estreia aconteceu com um livro editado no Brasil, que reúne 14 histórias de mulheres negras inspiradoras que co-assinam a obra.

A Potência – Empreendedorismo Negro da Mulher Negra, apresentado ao público no dia 12 de maio numa livraria da Avenida Paulista (em São Paulo), teve todos os exemplares esgotados durante o lançamento.

A representar o continente africano, Júlia Mbumba conta ali as suas experiências, por forma a criar uma corrente inspiradora que possa empurrar outras mulheres a desafiarem-se e a apostar no seu potencial empreendedor. “Mulheres negras são 28% da população [brasileira], e somos as primeiras empreendedoras no país, mas sempre tivemos nossas histórias contadas por outras pessoas”, explicou à Forbes Ana Minuto, coordenadora editorial do livro. De ressaltar que, de acordo com estudos do Sebrae (2021), as mulheres negras representam cerca de 47% das empreendedoras brasileiras.

Licenciada em Ciências da Comunicação, pela Universidade Independente de Angola, e jornalista há 14 anos, Júlia Mbumba está atualmente a fazer um mestrado em Comunicação Aplicada.

Depois de ter passado como repórter pelos dois canais de TV angolanos, TPA e TV Zimbo, co-lançou a rádio online Muzangala e o projeto Livrus, que acumula com as funções de jornalista para a Figura e Negócios.

Quando Ana Minuto convidou a jornalista e autora para escrever sobre o seu frenético percurso, enquanto empreendedora africana a viver no continente, os negócios de Júlia Mbumba estavam a um degrau do declínio. Estava a passar várias dificuldades e por ser dada a desafios, Mbumba decidiu que ingressar no projeto seria uma nova lufada de ar fresco. “Já que estou a um passo da queda, porque não escrever sobre as dificuldades do que é ser empreendedora em África, mais propriamente em Angola?”, relembrou.

Para a BANTUMEN, Júlia explicou que o objetivo é inspirar porque “as pessoas precisam perceber que o caminho é tortuoso mas que vale a satisfação”.

A obra foi co-escrita por Andreia Lima, Camila Lima, Isabela Brito, Janina Jacino, Layla de Souza, Marcia Deraoui, Marizilda do Nascimento, Mona Kisola Dya Nzambi, Mônica Costa, Sabrina Modesto, Samanta Lopes, Silvana Inácio, Thays Araújo e Verônica Machado.

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