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55 anos depois, absolvidos dois condenados pela morte de Malcolm X

Malcolm X
Bettmann Archive

Nesta quarta-feira, 17, o gabinete do procurador de Manhattan, Cyrus Vance, anunciou que os dois homens condenados em 1966 pelo assassinato, um ano antes, em Nova Iorque, do ativista Malcom X, um dos maiores expoentes da luta contra o racismo, vão ser absolvidos.

Na quinta-feira, houve uma conferência de impressa, após a “anulação das condenações injustificadas” de Muhammad A. Aziz e Khalil Islam pela morte de Malcom X. Vance disse ainda ao jornal New York Times que “estes homens não tiveram direito à justiça que mereciam”. O julgamento pelo homicídio do líder negro foi marcado por erros e omissões, de acordo com uma investigação conduzida pela Procuradoria de Manhattan e pelos advogados de ambos os condenados, citada pelo jornal nova-iorquino.

Após 22 meses, a investigação concluiu que tanto o FBI quanto a Polícia de Nova Iorque ocultaram provas que, se tornadas públicas, provavelmente teriam levado à absolvição dos dois homens que passaram décadas na prisão por um crime que não cometeram.

A revisão do caso surgiu após a apresentação de um documentário sobre o assassinato e uma nova biografia do ativista que, no entanto, não identifica os assassinos ou revela se houve uma possível conspiração da polícia ou do governo para silenciá-lo.

Também não esclarece por que razão a polícia e o governo não conseguiram evitar o crime, quando as provas demonstram que havia vários indícios de que o seu assassinato estava a ser preparado.

Depois de anos a exigir justiça, os nomes de Aziz, de 83 anos, que foi libertado em 1985, e Islam, que saiu da prisão em 1987 e morreu em 2009, serão finalmente limpos.

Um terceiro homem, Mujahid Abdul Halim, de 80 anos, confessou o assassinato e foi libertado em 2010. Durante o julgamento de 1966, ele alegou que Aziz e Islam eram inocentes.

Malcom X foi assassinado a 21 de fevereiro de 1965, quando estava prestes a falar num comício no Audubon Ballroom, em Manhattan, no auge da sua popularidade na luta pela igualdade e pelos direitos humanos.

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