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Aprender a fazer nada

Todos os dias deve ouvir, ler, ou até mesmo acabar por, no scroll, ser confrontado com frases motivacionais que, ora nos dizem que temos capacidade para construir um segundo universo, ora nos aconselham a acalmar o freixo, a respirar fundo e garantir que os momentos de ócio existem no nosso dia-a-dia.

A verdade é que nenhuma das opções é fácil.

Durante muito tempo a minha versatilidade foi elogiada. Sempre fiz muita coisa mas, objectivamente, duvido que as tenha feito todas exemplarmente bem.

Todos os dias testamos as nossas capacidades e acredito que, pelo menos, uma vez por dia pense: gostava que o dia tivesse 36h ou, em dias mais drásticos, adorava que tivesse 48h. A minha questão é: para quê?

Se o dia tivesse mais horas, estaria a aproveitá-lo para quê? Para trabalhar, para se dedicar a quem mais ama, para cuidar da sua saúde? Sinceramente, acredito que a resposta mais repetida é a primeira.

Já experimentou tirar um dia para fazer nada? Confesso que adorava saber como é que se faz, mas deve ser um desafio e tanto.

Não fazer nada.

Eliana Silva

E lá bem no nosso fundo, como é que iríamos lidar com a pressão de não estar a produzir nada? Sim, porque todos os dias temos que fazer algo. Pronto, fazemos assim. Experimente não fazer nada durante uma tarde. Uma hora.

Uma hora sem produzir, sem consumir informação, sem fazer scroll em écran nenhum. Será que consegue?

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