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De ponta a porto: A construção da marca do Porto de Maputo

porto de Maputo
Foto da página de Facebook oficial do Porto de Maputo

Ética, responsabilidade, cuidado, trabalho em equipa, segurança. Serão estes os ingredientes para uma marca em constante crescimento ao longo de duas décadas. Soraia Abdula explica-nos qual é o tempo de cozedura para que estes ingredientes façam do Porto de Maputo uma referência no mercado moçambicano.

Conversámos com Soraia Abdula, Communication & Image Manager no MPDC, sobre como é que o Porto de Maputo se tem mantido como parceiro crucial de crescimento económico e desenvolvimento sustentável.

O Porto de Maputo é uma marca de referência no contexto africano: como é que tem sido manter a identidade da marca e os pilares de comunicação ao longo dos anos?

A marca Porto de Maputo passou por vários processos de transformação. De sigla apenas (MPDC, de Maputo Port Development Company), nasceu um logótipo que ainda carregava o selo dos accionistas estrangeiros: PORT MAPUTO. Foi só em 2015 que o a marca foi firmada como PORTO DE MAPUTO, assumindo o seu cunho nacional.

Esta foi uma mudança que se fez de dentro para fora; houve toda uma reestruturação da empresa, uma aposta numa gestão totalmente Moçambicana, nos fornecedores locais, na formação de jovens Moçambicanos, no estabelecimento de valores e princípios que nos representassem.

Soraia Abdula, Communication & Image Manager no MPDC

Tudo isto num porto que se construía em termos de infraestrutura, que reconquistava a confiança dos clientes. É por isso difícil dissociar a identidade que a marca foi assumindo ao longo dos anos de todos estes processos de transformação profunda, de verdadeira metamorfose (como retratámos numa campanha institucional).

O sector da Logística sempre foi visto como promissor em Moçambique. Como é que se descomplica a linguagem de um conteúdo tão especializado?


Tocando em conceitos que as pessoas entendem. Logística tem a ver com tempo. Quanto menor for, mais se transforma em dinheiro no bolso do consumidor final. Quando se fala com o público em geral, tentamos não usar siglas da indústria (como TEU, que significa “twenty equivalent unit”, dizendo simplesmente contentor de 20 pés), e demonstrar o impacto da logística nas suas vidas, na economia do país e do mundo. Eu acho que é sempre fácil falar sobre logística porque são conteúdos que fazem parte das nossas aprendizagens desde muito pequenos (os transportes, as mercadorias, as rotas de comércio) e são sempre interessantes e relevantes.

Mas na verdade, no dia a dia, um porto não se “vende” para este consumidor, mas para toda uma cadeia que está mais do que habituada a uma linguagem mais especializada. São os exportadores, as linhas de navegação, os agentes de carga, etc.

Soraia Abdula, Communication & Image Manager no MPDC

O Porto não deixa de ser uma marca b2b. É relevante que o público Moçambicano compreenda o negócio? Ou optam por focar-se em projectos de cariz social para isso? Se sim, quais e porquê?

Um porto, em qualquer local, serve de barómetro da economia. É através dele que se podem avaliar a balança de importação e exportação. Logo, o público tem que entender o que fazemos e porque fazemos. Além disso, o Porto de Maputo tem uma particularidade: ele está dentro da cidade o que faz com que o seu crescimento, o seu desenvolvimento, o seu impacto sobre a comunidade, tenha de ser percebido pelo público.

O investimento social está no DNA da nossa marca e a maior parte das coisas que fazemos é mesmo porque acreditamos que podemos e devemos deixar um legado de uma sociedade melhor, mais inclusiva, mais justas para todos. Como não vendemos os nosso serviços para o público Moçambicano (o Porto de Maputo é um porto sobretudo de carga em trânsito com origem nos países do hinterland), a nossa comunicação institucional está voltada para a marca que queremos deixar em Moçambique, o nosso footprint social.

Falamos de projectos como o Porto + – o nosso projecto de emprego para pessoas com deficiência – as nossas acções humanitárias e de voluntariado, e de projectos como o Kaya, que visam reintegrar pessoas em situação de exclusão social. Comunicamos estes projectos porque a nossa máxima é “não privatizar os sonhos”; sonhamos com um Moçambique melhor, e queremos que mais pessoas e empresas sonhem – e concretizem estes sonhos – connosco.

Soraia Abdula, Communication & Image Manager no MPDC

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