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Ornela de Aguiar: “Gosto de fazer as pessoas pensarem”

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Ornela de Aguiar tem 21 anos e ocupa grande parte do seu tempo com uma das atividades de eleição da geração Z: ser YouTuber. A falar para as câmaras há dois anos, a jovem angolana tem ganho cada vez mais seguidores, conquistando-os com a partilha de momentos da sua vida pessoal, numa primeira fase, e, posteriormente, com conteúdos diversos que promovem a reflexão e sentido crítico.

Estudante universitária e residente em França, com o seu jeito expontâneo, sorridente, engraçado e expressivo, Ornela já falou de como é “viver sozinha e estudar fora”, “auto-estima e aparência”, “blogueiras e conteúdo digital”, “feminismo” e já se aventurou nos conteúdos mais gameplay com amigos. Contudo, o vídeo que a fez ganhar alguma notoriedade foi o “Comité das Agitadoras”.

Para quem não sabe, “Comité das Agitadoras” – título bastante utilizado entre jovens angolanos – é uma espécie de grupo informal que tem como único propósito tecer comentários sobre alguém ou algum acontecimento, instigando reações por parte dos envolvidos.

Ao lado de outras duas influencers, Irina Madaleno e Kelly Shannaya, Ornela discute ideias e partilha opiniões sobre aquilo que a pessoa concernida deveria ou não fazer ou dizer. Ou seja, o papel do trio é o de agitar a situação.

Numa entrevista via Zoom, Ornela falou-nos sobre o que é um plano de criação de conteúdo, a sua disposição para redes sociais e a qualidade dos podcasts angolanos.

Apesar de caracterizar-se como aquela “que fala demasiado”, no final do dia, a YouTuber não fala só por falar. Antes de qualquer coisa, Ornela procura estudar e pesquisar mais sobre os assuntos que considera importantes abordar, inculcando no seu conteúdo um cunho informativo. E sobre a escolha dos temas, esta é independente do que está nos rankings de tendências. “A maioria das vezes são temas que simplesmente escolho. Posso estar a pensar numa coisa do nada ou estou a ter uma conversa com alguém e suscitou uma dúvida”, explicou Ornela.

Online, proliferam os criadores de conteúdo, das mais diversas categorias. Ornela percebe a importância de afunilar a informação e tipo de conteúdo que transmite categorizando-os, para poder fidelizar um nicho, mas prefere não rotular o que faz. “Eu nem gosto muito de nichos e entendo a importância porque assim é bom ter uma pessoa que é referência num domínio específico. Tenho um grande leque no meu canal e no Instagram também, toco em várias coisas”, explicou.

“Aquilo que está na base do que faço acho que é ter pedagogia. Gosto de matérias de reflexão, gosto de fazer as pessoas pensarem num determinado assunto, mostrar pontos de vistas diferentes acerca de um tema e começar conversas também”, acrescentou.

Apesar de não seguir com frequência o mercado dos conteúdos digitais em Angola, Ornela ressalva que se o meio não estivesse subdesenvolvido – visto que as plataformas online ainda não permitem a monetização no país, devido às dificuldades de transacionar em moedas estrangeiras – haveria criadores “a ganhar muito dinheiro”. Afinal, Angola é um viveiro de criatividade que acaba por conquistar não só angolanos como boa parte da lusofonia.

Ouve a entrevista completa no Spotify, SoundCloud ou Apple Podcast e o vídeo no Youtube da BANTUMEN, onde Ornela fala sobre como encara as redes sociais e processo de criação dos seus conteúdos.

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