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Academia revela novas regras inclusivas para candidatos ao Óscar

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos levantou uma ponta do véu sobre a iniciativa Academy Aperture 2025, uma nova forma de representação e inclusão a cumprir pelos candidatos ao Óscar.

As novas regras, que pecam pela demora na efetivação, acontecem depois de Parasita, de Bong Joon-ho, que este ano se consagrou o primeiro filme em língua estrangeira a ganhar o Oscar de Melhor Filme, forçar a Academia a fazer uma revolução nas regras de candidatura, há tanto pedidas pela opinião pública.

Fortemente criticada pela falta de diversidade dentro da própria organização e entre os artistas premiados, arrastada pelos movimentos #MeToo e #OscarsSoWhite, a famosa instituição de Hollywood revelou nesta terça-feira a iniciativa Academy Aperture 2025.

As primeiras medidas divulgadas dizem respeito à categoria de Melhor Filme. Os longas-metragens que atenderem a pelo menos dois dos quatro novos critérios de representação e inclusão serão agora elegíveis para esta categoria. A medida será implementada a partir da 94ª edição da cerimónia do Oscar, em 2024.

Quatro critérios

O primeiro critério diz respeito à representação das minorias no ecrã e aos temas escolhidos. A obra deve ter como ator principal ou secundário uma pessoa de uma minoria étnica sub-representada; ou ter um elenco composto por 30% de pessoas de grupos sub-representados (mulheres, minorias étnicas, pessoas LGBTQ +, pessoas com deficiência); ou ter no centro da sua história uma pessoa de grupos sub-representados.

O segundo critério diz respeito à equipa criativa, que deve ser composta em parte por pessoas de grupos sub-representados. O terceiro diz respeito à igualdade de oportunidades e indica que as pessoas de grupos sub-representados devem ter acesso a estágios remunerados em todas as fases da criação do filme (preparação, filmagem, pós-produção). O quarto critério diz respeito à comercialização do filme. O estúdio e a distribuidora do filme devem ter equipas com gestores de grupos sub-representados.

Os critérios para as categorias de Melhor Filme de Animação, Melhor Documentário e Melhor Filme Internacional serão divulgados em breve.

A Academia do Oscar publicou em junho passado a lista de 819 novos membros convidados a se juntarem às suas fileiras este ano. Um novo grupo composto 45% de mulheres e 36% de minorias étnicas “sub-representadas na organização”. Entre as novidades estão a atriz Awkwafina (Crazy Rich Asians), Cynthia Erivo (Harriet), Eva Longoria, Adèle Haenel e os cineastas franceses Ladj Ly (Les Misérables) e Jérémy Clapin.

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