PUB
Patche Di Rima, no Teatro Tivoli, 27 de agosto 2022 | ©Ben Rosário
Patche Di Rima, no Teatro Tivoli, 27 de agosto 2022 | ©Ben Rosário

Patche Di Rima levou guinendadi ao palco do Tivoli

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

No sábado, 27, à noite, ao chegarmos à Avenida da Liberdade (a capital das compras de luxo em Portugal) viam-se ao longe pequenas filas a formarem-se à entrada do teatro Tivoli BBVA. Era o prenúncio de uma boa festa de celebração de 20 anos de carreira de Patche Di Rima.

À porta, a presença da guineendade sentia-se pelos cheiros da comida levada para alimentar a equipa do rapper e pelas cores dos trajes e vestidos dos convidados.

À medida que as pessoas iam entrando no espaço – que é uma das casas de espetáculos mais elegantes de Lisboa, ecoava o som dos tambores e djambés. Em palco entraram os Filhos de Bandim e as suas dançarinas, seguindo-se a banda e as backing vocals. Começava assim o concerto, com a música “Guinendadi”.

Entretanto, Patche di Rima entra em cena, vestido a rigor com um fato tipicamente guineense em tons de amarelo e azul, óculos escuros e um sorriso que iluminava toda a sala, tamanha a sua felicidade por estar a celebrar os seus 20 anos de carreira.

Começou por fazer um medley das músicas “Sexy”, “Insubstituível” e “Yabó”. Clay acompanhou-o na segunda música. Patche Di Rima fez uma pausa na música para relembrar o início do seu percurso, em 2000, onde teve de inventar uma desculpa relacionada com a morte de um familiar para poder sair do trabalho na construção civil, para poder ir atrás de um sonho. Foi ao encontro de Zé Orlando, da Sons de África – uma das primeiras pessoas que acreditou nele e na sua capacidade de fazer música, juntamente com Miguelinho Nsimbinho.

Os primeiros acordes do tema “Amizadi Sabi” começaram a tocar na guitarra e automaticamente todos se levantaram para cantar e dançar. “Amizade sabi, irmandade sabi” e o resto do refrão fizeram-se ouvir enquanto a dançava não parava. “Guiné no Coração” foi o tema seguinte a ser cantado com Karyna Gomes a assumir o microfone e dar seguimento com “Gustu Di Mel”.

Já com um outro look, mais urbano, Patche entra novamente para cantar “Nha Considju” e, de repente, os lugares sentados passaram a servir de pista de dança. Cada homem deu a mão a uma mulher para dar umas passadas. Não estávamos num ambiente de festa de família, mas quase, com a entoação de “Nha Noiva”, com a ajuda de Clay.

Chegava a vez de Kimi Djabaté subir ao palco para interpretar “Salia”, numa versão mais tradicional do que aquela que cantou com o DJ também guineense Buruntuma.

Tudo na vida tem um propósito, as coisas acontecem por algum motivo, este é um dos mantras de Patche Di Rima e é por isso que “Deus está no comando” da sua vida, ouvimos na sala. Nesse momento, mais introspetivo e inspiracional, o rapper erguia a bandeira da Guiné-Bissau enquanto ouvia-se “N’Mistiu”, “Revoluson di Sikó”, com Saturnino, e ainda a participação do cabo-verdiano Grace Évora.

Se Patche Di Rima alguma vez imaginou estar onde está e chegar onde chegou com a música? Talvez não, mas sabe que o “importante é focar, é trabalhar, é ser mais ousado. E trazer essa guinendadi. Do resto, o resultado vem”, confessou o artista na noite que celebra as suas conquistas e que dá início a tantas outras no percurso que está a traçar.

Subscreve a nossa newsletter e fica a par de tudo em primeira mão!

PUB