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Portugal Fashion DR
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Portugal Fashion marca twist em relação à tradição africana no evento

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Outubro, por norma, dá palco aos eventos mais importantes da indústria da moda a nível global e Portugal não foge à regra. Depois da Moda Lisboa ter passado pela capital do país, toma lugar no Norte do país o Portugal Fashion.

Este ano, o evento corporizou uma forma de disseminar oportunidades junto de jovens negros e introduziu, assim, uma verdadeira mudança de paradigma no setor têxtil português. Foram vários os talentos africanos que pisaram a passerele. A locomotiva que deu origem a este acontecimento foi a parceria realizada entre o Lulubell Group, a African Export-Import Bank e a ANJE (National Association of Young Entrepreneurs).

Tiveram a oportunidade 20 designers que, apresentaram as suas colecções, com o objectivo de penetrarem no mercado europeu, ampliando as ofertas para essa região e diversificando as opções de escolhas dos clientes internacionais.

Coube à estilista tunisiana Anissa Aida, a honra de abrir as hostes do show, sendo que para esse efeito a criadora apresentou a sua mais recente coleção, marcada por um toque minimalista, sugerindo peças discretas em tons de azul suave, sobreposto em branco nítido. 

Já Rich Mnisi da África do Sul, em termos de inspiração, optou por caminho oposto e vimos na sua coleção uma explosão de cores e padrões. O design das peças apresentadas jogava com as formas geométricas das mesmas, bem como com a abordagem destemida de cores vibrantes que contemplavam as várias cores do arco-íris. 

Mais uma designer feminina, a queniana Anyango Mpinga, marcou presença no evento e usou-o como uma oportunidade para dar vida à sua coleção 3D, que fez lembrar o bordado inglês. Relativamente aos modelos, a nível de acessórios, usaram peças de adorno da designer nigeriana Adele Dejak, uma marca que já existe desde 2008 e reúne o que de melhor se faz neste setor no Quénia, para onde se mudou. A apresentação de itens mais básicos, repletos de elegância mas, para o dia a dia, ficaram à responsabilidade da marca camaronesa Maison d’Afie. Enquanto isso, a Mafi Mafi da Etiópia, a Odio Mimonet da Nigéria e o designer moçambicano Taibo Bacar revelaram a sua visão singular de roupas para convívio e de noite.

Por sua vez, Doreen Mashika ofereceu uma coleção repleta de vestidos estampados com a assinatura do estilista de Zanzibar.

Foi comum aos vários estilistas a presença do uso de diferentes materiais, técnicas, estilos e traços, ao mesmo tempo que se deu um twist à tradição africana no Portugal Fashion. Os estilistas apresentaram propostas para a Primavera/Verão de 2022, inspiradas no património cultural do continente Africano.

De recordar que o evento foi também palco de uma mesa redonda que reuniu investidores numa jornada de reflexão, debate e networking dedicada a negócios, investimentos, exportações e parcerias entre Portugal e África no sector têxtil. “A fileira moda e as indústrias criativas em geral encerram boas oportunidades de negócio, investimento e parcerias entre Portugal e África. Importa, pois, criar plataformas que possibilitem o match entre criativos/marcas e investidores, de forma a converter em valor económico o potencial da criatividade aplicada ao têxtil e vestuário. É isso que estamos a fazer com esta iniciativa”, disse Alexandre Meireles, da direção da Associação de Jovens Empresários portugueses.

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