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Ricardo Piedade é Blac Dwelle, um artivista inspirado pela ancestralidade

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Ricardo Piedade é Blac Dwelle, um criador de arte que, num cruzamento com técnicas e conceitos contemporâneos, usa a madeira para manter viva a tradição ancestral das máscaras. Formado em Design Gráfico, Ricardo tem a sua própria identidade e linguagem visual que, através de cada peça, define uma linha temporal abstrata e figurativa.

A recusa em qualificar-se como artista não minora o facto de a arte correr-lhe nas veias, além do sentido crítico e de observação de que é dotado -, sobretudo no que respeita a questões sociais como o racismo.

No seu ateliê, no Barreiro (Portugal), Ricardo contou-nos como desde pequeno queria seguir as pisadas do irmão, outro artista mas da cutelaria, e de quem já falámos aqui. “Sentava-me ao lado dele a copiar as coisas que ele fazia e isso é consequência daquilo que eu faço, do que quero ser, por influência do meu irmão”.

As suas esculturas são crias do fascínio pelas civilizações antigas, sobretudo as africanas. O que desenvolve acaba por ter quase sempre um cunho artivista, onde a regra é quebrar o padrão. “Tenho de contar que é uma luta a questão racial. O poder divide as civilizações quando somos todos seres humanos”, explica-nos.

E se o encantamento por uma das suas obras levar-nos a pedir uma réplica, Blac Dwelle não a fará. Cada máscara é igual a si própria, mas nessa individualidade poderá haver um ponto de referência que servirá para produzir uma escultura que vá ao encontro do pedido do cliente. “Não crio réplicas. São tudo peças únicas”, indica. O argumento que usa baseia-se no facto de a sua inspiração surgir não só das tradições tribais à volta do mundo, mas também de algumas formas que vai vendo no dia a dia ou na rua. Por isso, “quando pedem uma mascara igual, há sempre um elemento que a vai diferenciar”.

Até agora, a arte já o levou a expor na Galeria Underdogs, no Museu de Sintra, na ADAO, UCCLA, Centro Cultural de Cabo Verde, como também já passou pelo Festival Iminente. Essas participações foram sempre num âmbito coletivo, pelo que ainda está por realizar o desejo de fazer uma exposição em nome próprio.

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