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Soluna, o reggaeton que se funde no tarraxo

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“És de onde?”. A pergunta é simples mas nem sempre de resposta fácil. Que o diga Soluna, um ser fluído, cuja identidade nasce na Argentina, tem uma âncora em Angola e passa por Espanha e Portugal.

É na música que essa sua fluidez salta à vista, ao incorporar os balanços latino-americanos aos ritmos do tarraxo e da kizomba, numa mistura lírica sensual e que fala as suas verdades.

Já tivemos a oportunidade de ouvir Soluna através de Dino d’Santiago, como backing vocal e, hoje, desprendida das inseguranças, está a investir numa jornada a solo.

Tudo começa em Buenos Aires, onde a artista nasceu, filha de um argentino e de uma angolana. Ainda criança, mudou-se com a família para Barcelona, aos 12 anos aterrou em Lisboa, viveu a adolescência toda no Algarve e em 2019 regressou à capital portuguesa.

O Dino foi, e é, um mestre para mim

Soluna

Aos 14, a fala não lhe chegava como meio de expressão e sentiu a necessidade de começar a cantar. Se os primeiros passos foram dados na música soul, atualmente, é na fusão dançante entre as sonoridades da América Latina e de África que se encontrou enquanto artista. Culpa das origens mas também de Dino d’Santiago, com quem esteve na estrada durante dois anos, como backing vocal, e através de quem foi exposta às batidas afro-eletrónicas. A gratidão roça em cada palavra de Soluna quando lhe pedimos para recordar esse período. “Foram dois anos de universidade. O Dino foi, e é, um mestre para mim. Além de abrir-me as portas de Portugal e da indústria da música ele mostrou-me o que é o ofício de ser cantora, o que é fazer disto vida”, explica-nos.

Até agora, Soluna tem apenas uma música editada, “Flaca”, que serve de lamiré para o que nos espera desta mulher, jovem, negra, queer e artista com um pé em três continentes.

A inspiração ocorre da sua própria experiência, de estados de espírito, de momentos que observa ou do reparo de algo bonito. E é assim que surge “Negra”, o seu próximo single. “Surge da minha necessidade pessoal de fazer uma afirmação como mulher negra, de uma maneira não chateada, não agressiva”. Mas assertividade não faltou à chamada. “Me llamaron negra, me vale verga“, que se traduz para “chamaram-me preta e i don’t give a fuck” é uma das frases que canta no single e que reflete os ensinamentos que recebeu em miúda. “É muito este sentimento que a minha família, a minha mãe em específico, me passou, de termos confiança em quem somos. Não dar poder às intenções por trás de uma palavra… nós estamos acima disso. Sei das minhas capacidades e não tem problema em admitir que sou sim uma mulher negra”, acrescentou.

A música sai apenas no dia 25 de fevereiro mas, para aguçar-te a curiosidade, podes assistir à entrevista vídeo abaixo, onde Soluna fala sobre a sua jornada e sobre este novo tema que, pelo que já ouvimos, vais querer adicionar à tua playlist.

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