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cancro da mama sutia
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Engenheira nigeriana criou sutiã que deteta cancro

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Bolarinwa Kemisola, nigeriana formada em engenharia robótica, desenvolveu um sutiã que tem a particularidade de detetar cancro da mama. Acredita-se que o dispositivo possa ser crucial no combate contra a doença, que afeta 17 mil mulheres todos os anos na Nigéria.

Com 14 sensores, o sutiã inteligente inclui um sistema de conexão via USB e uma app que permite verificar os resultados e enviá-los a um médico.

Em entrevista ao site SciDev.Net, a chefe de equipa Bolarinwa revelou que, em apenas 30 minutos de utilização, os pequenos sensores de ultra-som do protótipo escaneiam os seios e revelam a localização de um possível tumor, definindo se este é benigno ou maligno.

“A ideia é básica: quando surge um tumor, a área ao redor dele enche-se de vasos sanguíneos para ‘alimentá-lo’. É assim que o cancro cresce. Essa supervascularização pode ser detetada por um aumento de temperatura – mas que geralmente é imperceptível sem equipamentos muito específicos”, explicou a pesquisadora e engenheira.

A equipe espera que o dispositivo possa melhorar o diagnóstico de cancro da mama na África Subsaariana, onde este ainda é deficiente e moroso. O cancro da mama é a doença mais comum na região, com 129 mil novos casos diagnosticados em 2020, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Uma em cada duas mulheres diagnosticadas com a doença morre dentro de cinco anos após o diagnóstico, números alarmantes em comparação com os Estados Unidos da América e Europa”.

Este tipo de tecnologia já tem sido desenvolvida por diferentes organismos há mais de cinco anos e em diferentes regiões. Os estudantes da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, apresentaram em 2020 o “SmartBra”. Alguns anos antes, o estudante mexicano Julian Cantu, na altura com  18 anos, foi o vencedor do prémio principal do Global Student Entrepreneur Awards (GSEA) ao apresentar outro protótipo do sutiã inteligente, um biosensor baptizado com o nome “EVA” e que consegue determinar a movimentação térmica em áreas específicas.

O que une este grupo de mentes criativas no esforço pela prevenção e combate ao cancro da mama é, muitas vezes, o facto de terem parentes próximos que morreram ou foram diagnosticados com esta enfermidade.

“A minha amada mãe morreu de cancro de mama em 2017 no University College Hospital em Ibadan, Nigéria, porque foi diagnosticada tardiamente”, disse Kemisola Bolarinwa ao Daily Mail.

“Na enfermaria dela, vi mulheres de diferentes faixas etárias, até adolescentes, gemendo sob a dor do cancro da mama. Foi quando senti que precisava contribuir com a minha parte para combater a doença”, acrescentou.

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