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Taís Pina, jovem promessa do Judo, uma força impossível de derrubar

Taís Pina | DR

Com as suas habilidades no tatame, Taís Pina, de apenas 19 anos, considerada “jovem promessa” portuguesa do Judo, tem chamado atenção para as suas performances, sobretudo, depois de várias vitórias notáveis.

No seu palmarés, tem mais de seis medalhas de prata e bronze nas mais diversas competições. Alcançou o segundo lugar no Grand Slam Antalaya em março, onde a judoca teve um percurso vitorioso até à final, tendo sido derrotada pela 7.ª do ranking mundial, a austríaca Michaela Polleres; saiu na quinta posição no Grand Slam Paris; medalha de bronze em -70 kg nos Europeus de sub-23, no Campeonato da Europa de 2023, e, no mesmo ano, sagrou-se Campeã Nacional júnior, somando valiosos pontos no ranking de qualificação olímpica para Paris 2024.

Taís nasceu em Portugal, na Amadora, onde reside até hoje, no Casal da Boba. Descendente de pais africanos, mãe guineense que emigrou para Portugal aos oito anos e pai com origens cabo-verdianas, está a cursar o segundo ano da licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), na Universidade de Lisboa.

Em entrevista à BANTUMEN, a atleta, revelou que ser lutadora profissional nunca foi um objetivo, porém, define o que está a viver como resultado de muito esforço e um trabalho árduo . “Nunca pensei estar onde estou neste momento, mas fico contente por ver que algo que comecei a fazer por pura diversão tornou-se numa realidade que mostra que se quisermos, com muito esforço, claro, conseguimos alcançar os nossos objetivos,” disse-nos Taís Pina.

A sua incursão na modalidade remonta aos seus oito anos de idade. Na altura, os pais a inscreveram na academia da escola primária e, mais tarde, começou também a praticar voleibol. Com a crescente dificuldade em conciliar a agenda desportiva, escolar e familiar, chegava o momento de fazer uma escolha importante. Taís decidiu que ia dedicar-se apenas ao Judo.

Agora na faculdade, continua a ser complicado dividir-se entre os estudos e o judo. Por vezes, Taís tem de abdicar de algumas aulas para treinar e focar-se nos campeonatos. A este desafios, a atleta acrescenta também a “exigência” que tem consigo mesma dada a necessidade de melhorar a sua performance e alcançar novos patamares.

Foto: Federação Internacional de Judo

E se a conquista de medalhas e novas faixas é uma motivação, há mais além disso. A confiança, disciplina e determinação, despertados pela arte do Judo é para si o maior ganho. “Sempre fui um pouco reservada, então o judo ajudou-me a comunicar mais, a desenvolver-me socialmente e a fazer amigos, coisas que desconhecia”, contou-nos.

Apesar de ainda ser uma atleta júnior, Taís Pina sabe o que quer. No futuro, ambiciona ser reconhecida pelo seu empenho ao longo do percurso, servindo como inspiração e exemplo, especialmente para outras meninas e mulheres negras que perseguem os seus sonhos incansavelmente. Não se trata apenas de ganhar títulos ou medalhas, mas de alcançar um nível de excelência que a coloque entre os melhores judocas do mundo. “O meu sonho é representar o país ao mais alto nível, nos Jogos Olímpicos”, confidenciou. “Isso demonstraria que todo o trabalho que é realizado diariamente não é em vão. Poder, eventualmente, ir um dia aos Jogos Olímpicos significa elevar todos aqueles que estão sempre comigo e que me apoiam dia após dia, pois felizmente não estou sozinha nesta caminhada”, rematou.

Relembramos-te que podes ouvir os nossos podcasts através da Apple Podcasts e Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis no nosso canal de YouTube.

Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para [email protected].

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