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Candongueiros paralisam Luanda em protesto

taxistas em luanda
Kandongueiros (Taxistas) em Luanda | DR

Depois de a a ANATA, ATA e a ATL terem anunciado as suas intenções de manifestação no dia 7 de janeiro, esta segunda-feira foi dia de ação. A paralisação estendeu-se a outras nove províncias angolanas.

Os populares candongueiros decidiram bloquear algumas das principais artérias da capital angolana para protestar contra o excesso de zelo dos agentes policiais de que são alvo e do mau estado das estradas e exigem profissionalização da atividade e formalização do anúncio do regresso à lotação a 100% dos transportes coletivos, feito na sexta-feira passada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado.

Segundo as várias imagens publicadas nas redes sociais, a manifestação teve o seu epicentro na zona do Benfica, no sul de Luanda. Estradas cortadas, enchentes nas paragens e atos de vandalismo e destruição marcaram esta manhã as primeiras horas da paralisação dos taxistas. “Estão a destruir o comité de ação do MPLA neste preciso momento, na direção da vigésima quarta esquadra do Benfica. Aqui tudo está parado”, pode-se ouvir na voz presente no vídeo.

O porta-voz da Polícia de Luanda, Nestor Goubel, frisou à agência Lusa que a situação durou mais de duas horas e meia, salientando que foram registadas também algumas ocorrências “não muito consideráveis” em outras zonas de Luanda.

“Na Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, ali junto ao quintalão do Petro, tivemos também em Viana, na zona da Robaldina, junto à ponte partida, mas sem grande realce”, indicou.

Atualmente, “o trânsito já se faz com toda a normalidade. Nesta altura estão 17 indivíduos detidos, inclusive o autor moral, que era o cabecilha que estava a instigar, a fomentar ali as pessoas para que impedissem a retoma dos táxis”, referiu ainda Goubel.

O anúncio da paralisação dos candongueiros foi divulgado no dia 7 deste mês, onde, segundo o comunicado de imprensa da ANATA, a Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola, ATA, Associação dos Taxistas de Angola e a ATL, Associação dos Taxistas de Luanda, reafirmavam a sua posição.

“Os líderes das associações de taxistas analisaram a situação dos seus associados e dos taxistas em geral, e reafirmaram a posição da paralisação dos serviços de táxis no dia 10 de janeiro de 2022 por motivos por desrespeito, e excesso de zelo dos agentes da polícia contra os taxistas e líderes da associação; falta de consideração do governo com associados e seus líderes; o mau estado das vias”, lê-se nas alíneas do comunicado.

No Jornal de Domingo da Televisão Pública de Angola foi noticiado que os taxistas levantaram a paralisação da manifestação depois de uma suposta “negociação com o governo, que permite a lotação máxima de 100 pessoas e a retirada da multa de 100 mil kwanzas”.

Rafael Inácio, presidente da Associação dos Taxistas de Angola, escreveu no seu perfil do Facebook “não se deixar levar por conselhos de polícias” e que é necessário “parar os serviços de táxis para impor respeito”.

Rafael rebateu sobre a notícia divulgada pela TPA, alegando que não haveria cancelamento da atividade programada.

“Não se deixem levar pelas informações passadas pela TPA, nós confirmamos que a paralisação vai ‘pegar fogo’ na segunda-feira sem falta”, escreveu.

Em dezembro foi emitido um novo decreto presidencial – na sequência do agravamento do números de contágio de covid-19 – que abrange todos os estabelecimentos de ensino público e privado em Angola, impedindo a realização da letiva presencial até dia 16 de janeiro de 2022. As medidas do decreto incluíam igualmente a lotação máxima até 50% da capacidade de transporte em veículos, o que acabou por enfurecer os taxistas que alegam não ser conseguir pagar despesas com as novas regras de transporte de pessoas.

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