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Teatro GRIOT celebra 12 anos e anuncia planos para o futuro

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Dois anos depois da nossa entrevista que assinalava os dez anos do Teatro GRIOT, conduzida pelo Wilds Gomes no Teatro do Bairro, voltámo-nos a sentar com o coletivo de teatro negro para comemorar o 12.º aniversário da companhia.

Daniel Martinho, Gio Lourenço, Matamba Joaquim e Zia Soares, cada um deles nos seus respetivos lares, estiveram à conversa com Eddie Pipocas, via Zoom, para falarem deste último ano adverso e dos planos para os próximos tempos – que começam já a materializar-se no dia 1 de outubro na Academia Almadense, em Almada, Portugal.

Zia relembrou o trágico ano de 2020 para a sociedade em geral e para o teatro em particular. “No nosso caso, quando se anunciou o primeiro lockdown [em Portugal] tínhamos acabado de sair de cena com o Luminoso Afogado, no Espaço Alcântara, e íamos iniciar o espetáculo Riso dos Necrófagos que estreou-se em abril de 2021, na Culturgest, e isso coincidiu com a época de pandemia. Ao longo do tempo, enquanto foi possível, nós trabalharmos e ensaiar, dependentes das directivas da Direção Geral da Saúde, nós fizemo-lo. Houve apenas um pequeno período em que foi mais complicado, em que realmente estivemos fechados e aí foi complicado, mas a maior parte do tempo foi muito difícil”, disse-nos a atriz e diretora artística.

Depois desse período, a companhia, que é pioneira na criação e encenação de narrativas negras no teatro em terras lusas, levou a Berlim, em conjunto com Filipe Bragança e Catarina Wallenstein, Trópicos Mecânicos (Mueda), uma peça sobre o massacre de Mueda (Moçambique) perpetrado pelas tropas portuguesas, em 1960.

Ainda para este ano, o conjunto anunciou a estreia da mesma peça em Portugal e, em 2021, vai levar ao palco Uma Dança das Florestas, um texto de Wole Soyinka, escritor nigeriano laureado com o Nobel da Literatura e encenação de Rogério de Carvalho. Já no segundo semestre, o Teatro Griot vai apresentar a Divina Comédia, com encenação de Miguel Loureiro.

Daniel Martinho, Gio Lourenço, Matamba Joaquim e Zia Soares são os corpos negros que dão vida ao GRIOT, numa equipa onde os colaboradores são tantos, mais do que os dedos das mãos possam contar. A génese dos Griot só o é devido às pessoas que trabalham em conjunto para que as histórias possam ser contadas. O espectáculo é de todos para todos. Desde a equipa de produção, cenários, comunicação, guarda-roupa e som.

São a única companhia de teatro negro em Portugal que conseguiu ultrapassar a marca dos dez anos. Não se consideram apenas uma companhia mas um grupo, uma associação “com o objetivo de educar culturalmente o público”.

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