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Xofela: “Ninguém atira a pedra numa árvore que não dá fruto”

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Ser influencer digital é uma profissão a tempo inteiro que requer paciência, persistência e (muita) criatividade. Que o diga Xofela, uma das jovens angolanas que, não sendo artista, mais seguidores acumula nas redes sociais.

Aos 20 anos, Xofela é uma tiktoker e YouTuber que desde criança foi “confusionista”, que gosta de fazer rir e transbordar para os outros o amor com que sempre foi regada, como a própria disse em entrevista para à BANTUMEN, via zoom com Bruno Dinis.

São mais de 290 mil seguidores que através do Instagram seguem os passos da influencer, seja através dos vídeos onde dança, faz lip sync (sincronia labial em cima de áudios que se tornaram memes) ou de postagens onde publicita uma qualquer marca da moda ou dá dicas para criadores de conteúdo digital como ela.

Atualmente agenciada pela Supa Influencers e a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Áutonoma de Lisboa, em Portugal, Karina sempre foi dada às câmaras e ao entretenimento. Desde cedo que tem como objetivo atuar nos grandes ecrãs. “Desde pequena que pegava no telefone da minha mãe e ficava a fazer piruetas. Ficava a fazer um monte de espetáculos, [imaginava estar em] novelas, Disney e essas coisas. Nunca tive vergonha”, relembrou.

Uma das suas primeiras aparições em frente às câmaras aconteceu há quase 12 anos, no programa de televisão angolano “Janela Aberta”, mostrando os seus dotes de dança juntamente com um dos ícones do kuduro, Bruno M, durante a atuação de umas das suas músicas mais emblemáticas, a “Dança dos Comba”. “Sempre fui muito amiga da câmara e acho que foi isso que me facilitou nesse dia”, disse. O convite surgiu quando “estava num aniversário de família e estavam lá os apresentadores do ‘Janela Aberta’ e eles viram-me a dançar super espontânea. Dei vários toques, animei a festa e convidaram-me para ir ao programa. Preparei-me, acordei super cedo e ansiosa porque ia aparecer na televisão. Chego lá e só dei três toques [de dança]… tive um bloqueio”, relembrou risonha.

Fora das câmaras, a jovem angolana já esteve ligada ao desporto, uma área cujo gosto partilhou ao lado dos irmãos, Carlos Morais e Bráulio Morais, ambos estrelas do basquetebol angolano.

“Deixei de fazer desporto por desmotivação. O que eu via na natação para motivar não era só facto de gostar de lá estar. Apesar da natação ser um desporto individual, motivava-me pelo facto de poder estar rodeada das pessoas de quem gostava, ou seja, a minha família eram os meus colegas [de natação]. Só que depois de um tempo muitos, começaram a crescer, a ir para a faculdade, mudar de país e aquilo começou a ficar mais vazio. Os meus tempos baixaram e acabei por sair”, explicou.

O facto de estar publicamente exposta ao julgamento alheiro não é um factor que impeça a jovem de focar-se nos seus objetivos. Lida com as críticas de forma muito tranquila e procura interiorizar e aplicar o que de positivo recebe do público.

“Críticas são para serem feitas e principalmente quando tens um trabalho e que estás a tentar crescer. Eu já estou nessa caminhada há muito tempo e já vi de tudo, já li de tudo, e já ouvi de tudo. O que tenho para fazer é só deixar passar. É só mais um comentário negativo que está a vir. É aquilo que a minha mãe sempre diz: ‘ninguém atira a pedra numa árvore que não dá fruto’. Se as pessoas perdem o seu tempo para vir ofender-te, é porque elas vêem brilho em ti”, partilhou.

Descobre mais sobre o percurso de Xofela através da entrevista vídeo no player acima.

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