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Xullaji leva “Prétu 1 – Xei di Kor” ao gnration

Iminente 2021 | @iam_rthur (Artur Monteiro)

Xullaji, figura incontornável do hip hop lusófono, vai levar o projeto “Prétu” ao espaço gnration, em Braga, no norte de Portugal, no sábado 1 de junho. O projeto é um manifesto pan-africanista, considerado um dos trabalhos mais importantes de 2023, em Portugal.

Como Chullage, Nuno Santos – o seu nome de registo – expressava através do rap as vivências de um jovem negro, filho de cabo-verdianos, numa periferia de Lisboa. Falava sobre “o que era viver na Margem Sul vindo de outro país, trabalhar nas obras, nas fábricas, nas limpezas”, como contou numa entrevista ao Setenta e Quatro em setembro passado.

Com Prétu, Nuno Santos mantém o orgulho nas suas raízes, mas adota a persona de um “afronauta”, navegando entre as origens africanas e estéticas modernas. Combina influências da música eletrónica e arte visual para abordar temas como descolonização, desigualdades e o contexto político de África e da sua diáspora. Ao longo deste projeto, Xullaji incorpora samples de música de intervenção dos PALOP, incluindo artistas como Os Tubarões, Bonga, Tcheka, Vadú, David Zé, e Princezito. Amílcar Cabral também está presente nas suas composições, misturando sons tradicionais africanos com dub e hip hop, numa abundância afro-futurista que aborda pan-africanismo, descolonização e amor.

Considerado um dos trabalhos mais importantes de 2023, o álbum Prétu 1 – Xei di Kor foi destacado como um dos discos do ano por veículos como Público, Rimas e Batidas, e Expresso/Blitz. Este novo projeto artístico é aclamado pelo seu lirismo afiado e interventivo, que reflete a natureza política que sempre caracterizou a obra do artista.

Xullaji é uma figura basilar do hip hop em língua portuguesa, conhecido pela trilogia “Rapresálias” (2001), “Rapensar” (2004) e “Rapressão” (2012), que inclui clássicos como “Rhyme Shit Que Abala”, “National Ghettographik”, “Ignorância XL” e “Já Não Dá”. Além do seu trabalho a solo, colaborou com artistas como Dino D’Santiago, Mundo Segundo, Plutónio, Kappa Jotta e A Garota Não, e escreveu letras para Stereossauro e JULINHO KSD.

Recentemente, abraçou o projeto “PREC – Poesia Revolucionária em Curso”, que inclui três canções, duas das quais – “Surto” e “Açaime” – foram lançadas em abril. Nuno Santos também se dedica à composição e desenho de som para teatro e exposições.

Relembramos-te que podes ouvir os nossos podcasts através da Apple Podcasts e Spotify e as entrevistas vídeo estão disponíveis no nosso canal de YouTube.

Para sugerir correções ou assuntos que gostarias de ler, ver ou ouvir na BANTUMEN, envia-nos um email para [email protected].

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