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Exército | ©Lusa/Luis Mário Cruz
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Tribunal da Relação confirma pena de prisão para Deisom Camará

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Deisom Camará, 23 anos, é o militar dos Comandos acusado de matar um colega com uma espingarda G-3, na Carregueira, arredores de Lisboa, em 2018. Em março deste ano, o Tribunal de Sintra condenou-o a 12 anos de prisão pelos crimes de homicídio e detenção de arma proibida. A defesa recorreu ao Tribunal da Relação, mas este corroborou a decisão tomada em primeira instância, nesta quarta-feira 18.

O coletivo de juízes, presidido por Paulo Almeida, referiu aquando da leitura da sentença que o arguido “agiu com intenção de matar” ao disparar sobre o colega e “companheiro de armas”, Luís Teles, no dia 21 de setembro de 2018 no Quartel da Carregueira. Atendendo aos factos sustentados pela acusação, Deisom foi condenado a 11 anos de prisão pelo crime de homicídio simples e a três anos de prisão pelo crime de detenção de arma proibida que, após aplicação do cúmulo jurídico, culminaram numa pena única de 12 anos de prisão.

O militar, que esteve detido preventivamente em Tomar até conhecer a sentença, negou o crime durante o julgamento, referindo também que a sua relação com o colega era estritamente profissional. À parte da pena de prisão, Deisom foi condenado ao pagamento de uma indemnização cível à família da vítima no valor de 172 mil euros, dos quais 160 mil correspondem a danos não patrimoniais e os restantes 12 mil a danos patrimoniais.

Paulo Mendes Santos, advogado do militar, defendeu a absolvição do seu constituinte e recorreu da sentença. A decisão do Tribunal da Relação foi conhecida a 18 de novembro e corroborou a pena aplicada em primeira instância. A defesa de Deisom aponta “erros grosseiros” verificados durante a investigação criminal levada a cabo pela Polícia Judiciária Militar e afirma que vai recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça.

Horas depois de tornada pública a decisão do Tribunal da Relação, foram vários aqueles que se juntaram numa onda de solidariedade para com Deisom, através da rede social Instagram. É na página @todos_pelo_deisom que podemos ter acesso não só a alguns contornos do caso, mas também aos testemunhos de indignação por parte de familiares, amigos e conhecidos do arguido.

Recorde-se que o resultado da autópsia feita a Luís Teles foi inconclusivo, não podendo ser determinado se a morte do militar teve por base homicídio ou suicídio.

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