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Libra, a artista “uma num milhão”

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A doçura da voz de Alicia Keys, rasgada pelo timbre grave e incisivo de Amy Winehouse, em cima de um cocktail sensual e experimental que mistura as sonoridades do rnb, soul e hip hop, é como podemos definir a música de Libra.

De nacionalidade portuguesa, com sangue cabo-verdiano e angolano a correr-lhe nas veias, Sónia Curcialeiro – o seu nome de registo – é, provavelmente, o sangue novo pelo qual a indústria musical urbana lusa anseia.

Sob a alçada do também artista e produtor SoundsKillz, Libra lançou-se no mercado com “Neck Gold”, em 2020, e em dezembro do ano passado disponibilizou o seu primeiro EP, SleepWalker.

Ainda antes do EP, o single “Black Triangle” (2021) ajudou a artista a conquistar tanto o público como elogios de Dino d’Santiago, David Fonseca, RAE, entre outros nomes bem cimentados na música lusófona.

Na entrevista vídeo que podes ver acima, conversámos com Libra sobre o que a move e inspira para compor bem como sobre as suas origens e as dúvidas que a sua tez origina entre negros e brancos.

A questão não persiste apenas nos outros. Durante bastante tempo, a própria Libra não sabia como identificar-se. “Sempre tive dificuldade em dizer quem sou. Antes de decidir que queria fazer música, antes de começar a escrever para a pessoa que sou agora, aconteceram imensas coisas e tive imensas mudanças na minha maneira de ser e de encarar a vida. Vivia muito pelo seguro. Tentava sempre agradar ao geral e à família e a partir do momento em que comecei a escrever comecei a ser muito mais livre. Deixei de ter filtros. E sou consequentemente muito mais feliz”, explica-nos.

Até agora, o seu braço direito é SoundSkillz que produz e também empresta a voz às suas músicas. Questionada sobre a necessidade de um dia destes associar-se a uma grande produtora, Libra não tem dúvida de que é essencial para crescer mas não está ainda segura de que será a melhor solução, mesmo que acredite que é a artista “uma num milhão”. “Eu ainda nem sei se conseguimos atingir o caminho que queremos atingir sem uma major mas tenho ideia que uma major faz-te tirar aquele sparkle [brilho] da arte. Se isto é um negócio, claro que é um negócio mas não posso deixar de estar apaixonada por aquilo que estou a fazer e a minha maior reticência em relação às majors é precisamente essa”.

Vê e ouve a entrevista vídeo completa, onde Libra fala ainda do porquê de cantar, para já, em inglês; a genialidade de Slow J; as sonoridades africanas que a influenciam; os feedbacks que tem da sua música, entre outros assuntos.

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