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Ana Rita d'Almeida e Kady, novembro 2022 | DR
Ana Rita d'Almeida e Kady, novembro 2022 | DR

Kady: “ O meu maior sonho para este EP foi ter encontrado a minha identidade musical”

Mãe, filha da fundadora do grupo Simentera e neta da figura de destaque na luta pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amélia Araújo: A segunda convidada da nova temporada da BANTUMENPodcast, Kady, apresentou-se no nosso cenário com voz segura e com o crioulo na ponta da língua.

Se no episódio anterior, Toty Sa’med foi aclamado pela Ana Rita d’Almeida como sendo o  “último romântico da banda”, desta vez, a artista da morabeza foi aclamada como “a doce, Kady”.  A Kady que deixou de lado a carreira de gestora de eventos e abraçou a musicalidade que lhe corre no sangue, quando aos 25 anos lança o seu primeiro álbum “porque se ouvires aquela criança interior vais seguir o caminho certo”. 

E a verdade é que os caminhos sempre estiveram certos e culminaram no novo projeto musical da artista – Lumenara – Esta fogueira de sons e timbres africanos, é composta por seis faixas que representam o renascimento da artista. Representam a voz e o olhar de uma mulher, africana, negra, que no caminho de glorificação da sua identidade e Djunto de Dino d’Santiago e com o Penti de ferro quenti de Nayela, decidiu homenagear a sua ancestralidade e apelar ao afeto, ao amor. 

Este EP, que tão bem faz a fusão entre o pop, r&b de Kelly Rowland e a música tradicional de terras de Ildo Lobo, Tito Paris, Cesária Évora e Luís Morais, marca o recomeço de uma nova etapa na sua  carreira. E, reflete a ânsia por um som com uma certa identidade própria, complementada por memórias e trajetórias individualistas, que acabam por se fundir com a necessidade intrínseca que a nossa, tão rica comunidade, tem de emancipação em terras lusas. 

Mas nem só de Lumenara esta conversa foi guiada. Ouvimos os 12 meses de manifesto em participar no projeto alemão COLORS, a forma como enaltece a kizomba dita consciente e o desejo que tem em contar com a musicalidade de artistas como Mayra Andrade e Stromae, na sua simbiose entre o pop e a música tradicional de Cabo-Verde.

Como Kady tão bem afirma e traduzindo para português, nada é mais certo do que o tempo. Entao, vamos usar o tempo a nosso favor –  colocarmos o “pé na tchon moda Cesária” e escutarmos o Lumenara com o coração e com o espírito livre que tão bem o batuku a caracteriza,  no seu concerto de estreia do novo projeto que vai ocorrer este sábado, 26 de novembro no Super Bock em Stock, no cinema de São Jorge, às 19h20.

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