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Sugestões de filmes para ver em streaming

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Já todos sabem. Estamos a celebrar o Mês da Identidade Africana! Por isso, depois das sugestões de exposições a assistir de norte a sul de Portugal, aqui tens uma sugestão de algo que podes fazer no conforto de casa: assistir a filmes afrocentrados, lusófonos, que disponíveis nas maiores plataformas de streaming.

Dos filmes de Flora Gomes, cineasta guineense pioneiro que venceu o Prémio McMillan-Stewart de Distinção em Cinema-2021, atribuído pela Universidade de Harvard e os dois primeiros filmes oriundos dos PALOP exibidos na plataforma mundial de streaming Netflix; passando por Vitalina Varela, de Pedro Costa, pré-candidato aos Óscares, com esta lista subjetiva procura-se dar-te a conhecer alguns trabalhos feitos e representados por afrodescendentes de diferentes países de língua portuguesa.

VITALINA VARELA (2019) – HBO

Do realizador português Pedro Costa, relata, num mergulho escuro, a história verídica de Vitalina Varela. Vitalina, uma camponesa da ilha de Santiago, em Cabo Verde, casou-se com o seu primeiro amor, Joaquim, que, ao emigrar para Lisboa, prometeu-lhe uma passagem de avião para juntos pudessem seguir a vida por terras lusas. Vinte e cinco anos mais tarde, Vitalina Varela viajou para a capital portuguesa, para enterrar o marido que a abandonou. Três dias após o funeral, “Vitalina seguiu os escassos vestígios físicos que o marido deixara, descobrindo a sua vida secreta e ilícita.”

COMBOIO DE SAL E AÇÚCAR (2016)

Filme de Licínio Azevedo, situa-se no ano de 1988, em plena guerra civil em Moçambique. Num comboio, escoltado por militares, que tem início em Maputo e termina em Malaui, centenas de pessoas, movidas pela esperança em tempo de guerra, viajam para trocar, além das fronteiras, sal por açúcar. Dentre essas pessoas, encontra-se Mariamu, uma viajante frequente, Rosa, uma enfermeira a caminho de um novo hospital e que vive a realidade da guerra pela primeira vez, o tenente Taiar, que só conhece a realidade da vida de um militar.  À medida que o comboio atravessa a linha férrea, tiros, risos e choros confluem. Uma jornada desafiada por ataques liderados por homem que, segundo as lendas, se transforma em macaco.

Nha Sunhu (2021) – Mubi

De José Magro, é uma curta-metragem sobre um jovem futebolista guineense, Issa, que, como muitos outros jovens africanos, tem o sonho de jogar em Portugal, nas ligas principais. A história é contatada “por dois realizadores de cinema que desejam saber mais sobre a vida de Issa, com o propósito de fazer um documentário. Expondo as vozes que estão por detrás da câmara, Nha Sunhu é uma reflexão sobre olhar, viés e representação do/a outro/a.” A película foi premiada pelos festivais de cinema de Sevilha e de Vila do Conde.

RESGATE : quando o passado bate à porta (2019) Netflix

De Mickey Fonseca, foi o primeiro filme de um País Africano de Língua Oficial Portuguesa a ser exibido na plataforma de streaming Netflix. A longa-metragem moçambicana conta a história de Bruno que é marido, pai e um recém-saído da prisão que tenta retomar a vida, após quatro anos de detenção. Em liberdade, mas vivendo uma vida contraproducente devido a dificuldades como conseguir um emprego, o baixo salário, dívidas acumuladas, Bruno recai no abismo da criminalidade e terá de lidar com as consequências das suas escolhas.

SANTANA (2020)Netflix

Uma co-produção entre Angola e a África do Sul, dirigida por Maradona Dias Dos Santos e baseada em factos reais. Conta a história de dois irmãos – um general e um agente da divisão de narcóticos – que passaram décadas a investigar o assassinato dos pais, até que, finalmente, descobrem a identidade do culpado. 

NHA FALA (2002) Filmin

A Minha Fala, em crioulo, é uma longa-metragem do realizador pioneiro guineense, Flora Gomes, numa co-produção entre Portugal, França e Luxemburgo. Trata-se de uma comédia musical que conta a história de Vita, uma jovem cabo-verdiana que é vítima de uma maldição que atormenta a sua família há gerações: segundo uma lenda ancestral, qualquer mulher que tente cantar morrerá. Em Paris, onde prosseguirá os seus estudos, Vita conhece um jovem músico, Pierre, e apaixona-se por ele. Impulsionada pela alegria, começou a cantar. Pierre, encantado com a sua voz sem igual, convence-a a gravar um disco. Apavorada por ter desafiado a maldição, Vita volta para casa, confessa o seu ato à mãe e decide enfrentar o jugo da tradição.

Alda e Maria – Tudo Bem Por Aqui (2011) – Filmin

É um filme luso-angolano realizado por Pocas Pascoal. A história situa-se no verão de 1980 e é sobre duas jovens, Alda e Maria – de 16 e 17 anos, respetivamente, que, devido à Guerra Civil em Angola, fugiram para Lisboa. Ao chegarem, instalam-se numa velha pensão e anseiam pela chegada da mãe. No entanto, o tempo passou e notícias da mãe não surgiram.

Com as economias a esgotarem-se a cada dia, as duas adolescentes têm de encontrar um modo de sobreviver numa cidade onde tudo lhes parece aterrador. Esta ficção é inspirada na própria experiência da realizadora. “Como eu e a minha irmã, as duas heroínas do filme atravessam as dificuldades com uma certa ingenuidade e, apesar de tudo, conseguem manter-se solidárias e sorridentes. A candura típica da idade permite-lhes sobreviver enquanto se tornam mulheres. Nesta história procuro denunciar uma juventude quebrada pela guerra, desenraizada e, devido ao exílio, em perda de identidade.”, relata Pocas Pascoal.

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