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“All Eyez On Me”, uma tentativa de homenagear Tupac Shakur

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Não podia deixar passar a oportunidade de estar presente na ante-estreia do filme All Eyez On Me. Uma película biográfica sobre a vida de Tupac Shakur. Além de ser um grande fã de 2PAc, o que me fez logo dizer sim ao convite, as críticas feitas nos Estados Unidos da América por pessoas que, de alguma forma estiveram presentes na vida do artista deixaram-me com a pulga atrás da orelha.

Jada Pinkett Smith foi das primeiras a assumir publicamente que a sua relação com Tupac foi alterada no filme. Segundo a actriz, existe uma conversa no guião que o casal nunca teve na vida real. Scarface, amigo e colega de profissão de Tupac Shakur, afirmou que no filme faltavam pessoas importantes da vida do rapper como o Mc Breed, Spice 1 ou The D.O.C.

Sean Combs e Suge Knight gostaram imenso das suas personagens, tanto que P. Diddy cedeu os direitos da música “Who Shot Ya” de Biggie Smalls, para a banda sonora de All Eyez On Me.

Tendo em conta estas críticas permaneci imparcial, embora seja difícil, cada um tem a sua opinião. A BANTUMEN esteve presente na ante-estreia do filme de Benny Boom, podes ver no vídeo em baixo tudo o que Rui Unas, NBC e outros tiveram a dizer sobre este filme.

Duas horas e vinte minutos depois de entrar na sala 4, do cinema do Colombo, em Lisboa, Portugal, tenho que confessar que não fiquei satisfeito. Digo isto sem qualquer influência das críticas anteriores. E porque eu e todos sabemos o que Tupac Shakur significou para o mundo das artes, 2Pac merecia melhor.

É verdade que pela Internet navegam muitos testemunhos gravados do artista, portanto para quem conhece o trabalho do multi-facetado rapper a exigência é naturalmente maior, caso contrário vão adorar o filme. Para mim, esta foi uma homenagem que se ficou só pela nobre intenção.

Visualmente falando, tens um elenco onde o actor principal é muito parecido com Tupac mas o resto da comitiva deixou muito a desejar, principalmente a personagem de Snoop Dogg, que era bem mais constituída fisicamente que o verdadeiro. A voz era a única coisa que parecia do rapper.

Numa das cenas do filme, Tupac está a produzir uma música com o pessoal da Digital Underground e a sessão demora horas porque o rapper defende que o rap dele tem de ser cru para que as pessoas o sintam. Se calhar, Benny Boom e a restante equipa deveriam ter seguido esta sugestão, em vez de terem tornado o filme “tão Hollywood”, como ouvimos da boca de alguns dos presentes no final da ante-estreia.

Entre falas e cenas tivemos direito a imagens com um tratamento old school, com maioritariamente grandes planos de algumas cidades, acompanhadas com o devido oráculo de informação. A nível estético é capaz de não ter sido a melhor escolha devido ao HD das restantes cenas do filme.

Mas All Eyez On Me consegue mostrar-nos muito sobre a ideologia de vida Tupac Shakur, da sua infância, dos problemas familiares que viveu e muito da relação dele com a Death Row. Apesar de algumas lacunas por preencher nesse campo, conseguimos entender as regras porque se regia, as injustiças que viveu andando de tribunal em tribunal e como o dinheiro e a fama podem ser factores negativos.

A todos os intervenientes deste filme, uma salva de palmas pela intenção em homenagear um dos melhores rappers de sempre, que morreu com 25 anos e alcançou tanto em tão pouco tempo. Se calhar nem têm culpa, usaram o que tiveram à sua disposição e se tivessem um orçamento maior o resultado poderia ter sido também melhor, mas fica a saudação porque uma homenagem é sempre digna de reconhecimento.

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