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Aysha Jhanne

Aysha Jhanne, uma queen que vive o dancehall com a alma

Albertina Costa é Aysha Jhanne, dançarina de origem angolana a viver em Portugal, é uma das pioneiras e principais referências do estilo Dancehall por terras lusas.

Aysha começou a dançar no início do ano 2000, aos 12 anos, depois de juntar-se ao grupo de afro dance os Pioneiros da Tabanca. Cinco anos depois, em 2005, acabou por ser selecionada por Max Oliveira e Rita Spider para ingressar no grupo de hip hop Chill Out Dancers.

O talento que evidenciava e o feedback que ia recebendo confirmaram que a dança passaria pelo futuro de Aysha. A sua jornada mais consistente pelos caminhos do street dance começou assim em 2006.

A bailarina tornou-se professora na escola DanceFact, de Max Oliveira, nos estilos hip hop, high heels e dancehall, isto depois de ter passado pelo primeiro grupo de dancehall em Portugal, as Queensta e de ter participado no primeiro clipe musical do rapper angolano Daboless. Entretanto, criou o grupo Bad Like Yaz, que está no epicentro da promoção do dancehall em Portugal.

Em entrevista à BANTUMEN, Aysha Jhanne falou sobre os desafios de ser mulher no mundo da dança, sobretudo num estilo que, à partida, sofre preconceito, sobre o seu crescimento, entre outros temas.

O primeiro indício de que a dança estava predestinada no seu percurso surgiu depois de Aysha ver um documentário sobre o dancehall. Naquele momento, abriu-se um “portal” e um interesse em saber mais. “O documentário tinha um trecho sobre a competição do International Dancehall Queen e, naquele momento, fiquei tipo wow. Ficou aquela semente. Muito sinceramente nunca pensei que fosse acontecer e nutrir esta ideia [de ser bailarina dancehall]”, explicou.

Mal a artista tinha cogitado um dia ter o seu nome inscrito naquele que é um dos mais importantes eventos do meio Dancehall, no país que deu origem ao estilo, a Jamaica. Aysha já foi também intitulada primeira Dancehall Queen Portugal e DHQ Benelux, tendo já colaborado com artistas conceituados e conhecidos internacionalmente, como Charly Black, Leftside, Razor B, Mellow Mood, Supa Squad, Insideeus, Rose May Alabá, Pérola, Anselmo Ralph, Kataleya, Jamice, David Carreira, Tiago Nacarato, entre muitos outros.

Como artista versátil, já recebeu convites para a abertura dos concertos de Elephant Man e Ward21 e construiu com muito esforço e sacrifício uma longa carreira que permitiu, não só abrir portas a toda uma nova geração de bailarinos profissionais, como também viajar pelo mundo, sendo requisitada como formadora em países como: Sibéria, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Portugal e Irlanda.

Apesar do dancehall ser uma dança criada e desenvolvida por mulheres, o estilo nem sempre é visto com bons olhos, na maioria das vezes com uma conotação hipersexualizada. A profissional da dança explicou que foi preciso ser resistente e resiliente para conseguir singrar e derrubar certas barreiras. “Não foi fácil. Dou muito crédito ao facto de ter feito desporto durante muitos anos. Tenho mente de atleta e estou habituada a um certo tipo de dificuldade e a dar a volta por cima. E também tem muito a ver com a educação que recebi em casa”, elucidou Aysha Jhanne.

Assiste à entrevista completa de Aysha Jhanne no canal de YouTube da BANTUMEN.

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