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Babetida Sadjo

Babetida Sadjo nomeada Melhor Performance Feminina na Austrália

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Babetida Sadjo é uma actriz belga de origem guineense cujo nome deves reter. Melhor Atriz Secundária dos prémios Ensors (Bélgica) e nomeada na mesma categoria para o Magritte Award (Bélgica), Babetida junta agora ao seu palmarés o título de Melhor Atriz nos South Australian Screen Awards.

Nascida em Bafatá, na Guiné-Bissau, a 19 de setembro de 1983, onde viveu até aos 12 anos, a atriz passou pelo Vietname ainda na infância e, atualmente, vive na Bélgica.

“Quando chegamos ao Vietname, apenas falava crioulo. Para aprender o francês, na escola francesa, decidi começar a praticar teatro com os alunos de cursos superiores com intuito de praticar a língua fora das aulas. Foi assim que descobri a paixão pelo teatro, na cidade vietnamita de Hanói”, disse à atriz em entrevista à DW África.

Já instalada em Liège, na Bélgica, foi ali que decidiu embarcar numa aventura no sector das artes cénicas e, em 2003, formou-se em Artes Dramáticas no Conservatório Real de Bruxelas. Para sustentar os estudos e a renda, trabalhava como assistente de teatro à noite. “Vim de uma família modesta que não tinha como ajudar a pagar as despesas em Bruxelas. Foi um momento difícil”, contou à mesma publicação.

Com 36 anos, a atriz guineense inscreveu o seu nome no cinema belga ao tornar-se na primeira mulher negra a ganhar o prémio Ensor de Melhor Atriz Secundária, com o filme Waste Landa (2016), de Pieter Van Hees. Com o mesmo filme, Babetida foi também nomeada para a mesma categoria no Magritte Award.

Já este ano, com Into The Night, Babetida integrou o elenco do primeiro filme belga a integrar a oferta cinematográfica da Netflix e foi-lhe atribuído o prémio de Melhor Performance Feminina, pela sua interpretação na curta-metragem Ayaan, nos South Australian Screen Awards.

A artista, que já soma 12 anos de carreira, disse ainda à DW que continua a ser a mesma “menina que corria de pés descalços em Bafatá, que passou fome e que tinha apenas a família como maior riqueza” e que se sente agradecida pela “possibilidade de chegar ao mais alto nível” no seu percurso profissional.

Além de atriz, Babetida também escreve peças de teatro e realiza curtas-metragens e um dos seus sonhos é ajudar a cimentar a indústria cinematográfica na sua terra natal. “O meu pensamento está na Guiné-Bissau. Quero voltar para realizar um grande festival de cinema e ajudar o cinema do meu país a crescer,” conclui.

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